MÃE - Soneto bordado a palavras de linho sobre cetim

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(Em decassílabo heróico)


 


Nestes versos que engomo a ferro quente,
sem uma ruga que ensombre, no fim,
este lembrar-te quando, estando ausente,
te não recordas nem sequer de mim,


 



Neste auscultar-te como se presente
te mantivesse, eternizando assim,
doce, a memória, quando é tão dif`rente
de ver-te viva, bordar-te em cetim,


 


Neste dizer "talvez", nada sabendo
- suave inocência dos momentos tristes -,
nesta ilusão que sei, mas nunca entendo,


 


Te afirmo que, apesar de tudo, existes
nestas palavras em que aqui te prendo
e na certeza de que, em mim, persistes...


 


 


Maria João Brito de Sousa – 03.05.2015- 02.48h


Comentários

  1. Ai Maria João... acho que até o vou aprender de cor :-)
    Bj grande

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    1. ... se assim for, consegues uma proeza que eu já não consigo, Maria Alfacinha :-)

      Beijo grande!

      (Nunca tive uma memória muito "funcional"... estranhamente, o único poema - dos muitos milhares que li... - que sei de cor desde os meus quatro ou cinco anos, é o História Antiga, do Torga...)

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  2. “Idade da pedra”

    A partir pedra andamos
    Neste lindo Portugal
    Mas dela não nos livramos
    Pois a pedra é colossal

    Diz a senhora ministra
    Numa acertada previsão
    Mas que ninguém desista
    Desta terrível missão

    É certo que à pedreira
    Melhores dias chegarão
    Num dia de soalheira

    Mas depois da eleição
    De ministros à maneira
    Que a pedra transformarão.

    Prof Eta

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    1. Partir pedra, por partir
      Ou por gosto de o fazer,
      Nem quando é feito a sorrir,
      Pois,por certo, irá doer...

      Entendo,porém, que ouvir
      Quanto a ministra disser,
      Ou faz raiva, ou faz dormir
      Qualquer homem, ou mulher...

      Pedras "intelectuais"
      Dessas, então nem falar
      Pois são das que doem mais

      E o melhor é desligar
      Enquanto os mais "funcionais"
      Estão capazes de pensar...


      Maria João

      Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre e esperando que as pedras não o massacrem muito.

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  3. Neste soneto viajo ao coração
    De minha mamãe já muito saudosa,
    Mulher da mais profunda devoção,
    Com espírito puro e alma bondosa.

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    1. Muito obrigada, Adílio, por esta bonita estrofe!

      O meu grato e fraterno abraço!

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  4. Amiga,

    O amor de mãe me impulsionou a pena e aquele quarteto tornou-se soneto. Mas isso agradeço às aulas de poesia que recebemos com seus belos sonetos.
    Muito obrigado e que Deus te abençõe e te guarde!

    .....................

    Mesmo passado o tempo há a saudade
    Que nos toca profundo, magoando
    O frágil coração desde outra idade,
    Deixando-nos mais tristes, e sonhando.

    Para outro mundo sempre bem distante
    Foi morar a pureza dessa vida,
    Mulher de corpo forte e alma singela.

    Reviramos o baú a todo instante,
    Buscando essa saudade comovida,
    Sentimento que à nossa alma flagela.

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    1. Muito bom, meu amigo, muito bom! Eu é que fico muito grata por me atribuir essa tão preciosa utilidade. A palavra "utilidade" pode soar um pouco estranha, mas eu considero que é importantíssimo que cada um de nós se possa sentir útil, dentro da pequenez do seu trabalho individual, claro. Estando em muito más condições físicas para desenvolver qualquer tipo de trabalho que implique deslocações e ritmos acelerados - ou mesmo menos acelerados... - fico muito feliz por saber que posso ser útil desta forma!
      Muito obrigada por mo fazer saber e por partilhar comigo este belo soneto!

      Forte e grato abraço!

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  5. “Bem falante”

    De palavras transbordante
    P’ra explicar aos gentios
    Com modos de bem falante
    Que não houve desvarios

    Apenas um elefante
    Não perturbou os demais
    Com seu porte esvoaçante
    Poupou todos os cristais

    Os gentios convencidos
    Da bondade do discurso
    Tomaram uma decisão

    Por não haver cristais partidos
    Votam no elefante e no urso
    Já na próxima eleição.

    Prof Eta

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    1. Elefante pode ser
      De uma eficácia "de arromba"
      Quando, faça o que fizer,
      Usa a delicada tromba

      Que é sensível mas, se quer,
      Tem também poder de bomba
      Quando, zangado a valer,
      Disser que não mais "alomba"...

      Porém, tantos "bem falantes",
      Bem-falam todos os dias,
      Tantos, tão desconcertantes,

      Defendem demagogias,
      Que já nem acho uns instantes
      Pr`a ler outras teorias...

      Maria João

      Cá vai, Poeta, com um pedido de desculpas, mas hoje foi dia de consultas... abraço grande!


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  6. COM DEDICATÓRIA PARA O DEPUTADO EDUARDO FERRO RODRIGUES

    VOZES DE BURRO…

    Já estamos habituados,
    É este o nosso fadário:
    Ouvir uns iluminados
    A zurzir no funcionário.

    Desta vez o imaginário
    De um traste mal-encarado
    Apontou o fraseado
    Para o nobre professor primário.

    Não chega aos céus o zurrar
    De um jumento sem pudor
    Que gera desconfiança…

    Temos é que evitar
    Que ele chegue a professor
    P´ra resguardo da criança.

    Eduardo
    (com autorização de divulgação)

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    1. Eu, nenhum discurso ouvi,
      Não sei responder-lhe "à letra",
      Nem como dizer que, aqui,
      Só me sinto analfabeta...

      Ao lê-lo, porém, senti
      Que a postura mais correcta
      Era confessar-lho, a si,
      Na linguagem de poeta;

      Assim sendo, aqui confesso
      Que não oiço, que mal vejo,
      Que bastas vezes tropeço

      Naquilo que nem desejo
      E que, se isto é só começo,
      Pr`a mais não tenho "traquejo"...

      Maria João

      Meu amigo Eduardo, com muita pena, as minhas limitações vão crescendo e ampliando o seu "raio de acção" - ou inacção... - e, nestes últimos dias, tenho estado muito pouco a par das novidades na AR. O que aqui vai é uma tentativa muito "marteladinha" de lhe dar uma resposta... mesmo que essa resposta seja a mera confissão da minha crescente inutilidade enquanto cidadã. Confessá-lo, ainda que num sonetilho-de-pé-quebrado, não me foi nada agradável, mas é a mais pura das verdades.

      Envio-vos, a si e Maria dos Anjos, o meu fraterno abraço!

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  7. dói de tão belo teu soneto...

    beijo

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  8. “Tragédias”

    Caminhar de mão dada
    Forte emoção sentirás
    Ao longo dessa estrada
    Pois teu irmão ajudarás

    Mais que o ter ou o ser
    Essência está no ajudar
    Pois no final vais esquecer
    De sequer te mencionar

    Toda a gente é ninguém
    Ilusões da natureza
    Tragédias da evolução

    Em consciência convém
    Que toda essa aspereza
    Se traduza por emoção.

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    1. Claro que sim! No entanto,
      Há mil formas de ajudar
      E eu, partilhando o que canto,
      Também julgo auxiliar...

      Poucos entendem do tanto
      Que é preciso trabalhar
      E quantos anos, portanto,
      Isto leva a aprimorar...

      Ajudar melhor, não sei
      E este enorme investimento
      Pediu-me anos, que gastei

      No mero aprimoramento
      Dos sonetos que vos dei
      E andam sempre em "polimento"...

      Maria João

      Poeta, toda a peça artistíca deve ser olhada com um olhar crítico capaz de criar pontes - associações - entre ideias aparentemente distintas e não apenas com a emoção "à flor da pele". Muito, muito cedo aprendi que a "emoção fácil" é inimiga da arte e do crescimento - maturação humana - que é uma das suas principais funções.
      Isto que acabo de afirmar e que entendo como profundamente verdadeiro, não significa que olhemos para a arte como se fôssemos verdadeiros blocos de gelo. Nada disso! Apenas significa que devemos evitar expressar-nos de forma demasiado óbvia e, sobretudo nunca tendo como único objectivo fazer correr facilmente as lágrimas do eventual leitor... o que não significa, de modo nenhum, que isso não possa acontecer de vez em quando...

      Passo-lhe este "testemunho" que recebi ainda na infância, não porque me tivesse sido imposto, mas porque tive o enorme privilégio de poder observar o nascimento de muitos e muitos bons poemas. Não lhe sei dizer quantas, mas sei que muitas e muitas ideias foram afastadas à nascença por serem um tanto ou quanto patéticas na sua excessiva capacidade de emocionar antes de fazer pensar...

      Isto veio, suponho eu, a propósito do seu terceto final... particularmente do seu último verso.

      É bem possível que eu tenha perdido uma excelente oportunidade de ficar caladinha, mas... o que é certo é que tudo isto me ocorreu e eu entendi que poderia ser útil partilhá-lo consigo.

      Abraço grande!






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  9. “Arrastão”

    Tudo o vento levou
    Deste nosso Portugal
    Mas ainda cá deixou
    A semente do capital

    Que o governo semeou
    Num dia de vendaval
    E ainda assim germinou
    Toda a raíz do mal

    Que um povo arrastou
    Num arrastão invernal
    Por tempos de indecisão

    Quando o vento acalmou
    Na seguinte época estival
    Já não havia paz ou pão.

    Prof Eta

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    1. Soprando, o vento passou,
      E levou quanto podia
      Das coisas em que esbarrou
      Pr`a deixar numa avaria

      Mas, se o vento derrubou
      Aquilo que não devia,
      Algumas coisas deixou
      Pois, mesmo nessa agonia,

      Houve alguém que se abrigou
      Resistindo à tirania
      Do furacão que grassou

      E esse alguém que resistia
      Foi tudo quanto bastou
      Pr´a assegurar mais um dia!

      Maria João

      Cá vai, Poeta, com o abraço grande de todos os dias!

      Eliminar
  10. “Dementes”

    Além do corpo e da mente
    Numa fronteira distante
    Realizou-se plenamente
    Uma ideia fulgurante

    Sem corpo a aprisionar
    Seus movimentos velozes
    Sem mente a condicionar
    Livre assim de algozes

    Pôde essa ideia fluir
    Veloz como um turbilhão
    Outras ideias produzir

    Sem gerar a confusão
    Essa que costumam surgir
    De mentes em corpo são.

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    1. DE MENTES?

      De mentes ouvi falar
      E li, ao longo da vida,
      Sempre para as auscultar
      (quando não haja saída...),

      Se dementes, se a "chocar"
      Alguma estranha partida,
      Dão-nos sempre que pensar,
      Mas não são causa perdida...

      Nem de Esparta, nem de Atenas
      Vou falar, neste momento
      Em aqui divago apenas

      Sobre demência, talento
      E outras coisas não pequenas
      Sobre as quais nunca argumento...

      Maria João

      Cá vai, Poeta, com o saudável abraço de sempre!

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  11. “Que se lixe o povo”

    Em dia de eleição
    Este povo não mudou
    E depois do arrastão
    Foi nos mesmos que votou

    Vira o disco toca a canção
    A que o poder nos habituou
    Que o povo desta nação
    Vai levar mais do que levou

    Desemprego a aumentar
    Empobrecimento é razão
    Deste governo novo

    Este país é p'ra sangrar
    Nos braços da emigração
    Arranje-se o próximo povo.

    Prof Eta

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    1. Que se lixe o capital!!!

      Tenho, inteiro, o povo grego
      Dentro do meu coração
      E, se há coisa que não nego,
      É a força ao povo irmão

      E meu punho, o que lhe entrego
      Nesta humana condição
      E esta voz que hoje encarrego
      De gritar; INSURREIÇÃO!!!

      Viva, cresça e frutifique
      A luta de um povo inteiro
      Contra quem o sacrifique!

      Viva operário e carpinteiro!
      Viva todo o que pratique,
      Na Grécia, a função de obreiro!

      Maria João

      Hoje trago a Grécia no coração, Poeta, não podia deixar de falar dela... abraço grande!

      Eliminar
  12. “Embriagados”

    Filhos do mesmo Deus
    Desse sangue nascidos
    Todos somos europeus
    Chegámos aqui despidos

    Sobe à cabeça o poder
    Embriaga-nos o dinheiro
    Um irmão está a morrer
    Ele que parta primeiro

    Nesta festa da vaidade
    Tudo vale p’ra ostentar
    Toneladas de riqueza

    Mesmo que a austeridade
    A muitos esteja a matar
    Por só terem fome à mesa.

    Prof Eta

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    1. Gosto muito desta Europa
      Mas, não sendo europeísta,
      Vejo-a qual "velha cachopa"
      Que só vale por ser artista

      Porque, no resto, nem "topa"
      Que tentando estar "na crista",
      Vai perdendo mesmo a "copa"
      Do "jogo liberalista"!

      E mais não lhe sei dizer
      Porque o dia foi confuso...
      Tanta coisa por fazer,

      Dessas que nunca recuso
      Porque o não posso fazer,
      Mas que soam como... abuso.

      Mª João

      Aí vai, Poeta, muito martelado, mas inteiro! Abraço grande!!!

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  13. “Nova guerra”

    Matemática é exacta
    E ajudo o raciocínio
    No Presidente é inata
    Pois foi o seu tirocínio

    Se de dezanove um tira
    Logo dezoito ficarão
    Numa Europa de mentira
    Em que todos cairão

    São as nuvens do fascismo
    Com a guerra por fantasma
    Que não se pense acabou

    Matemática do capitalismo
    Que a alguns entusiasma
    E a nova guerra iniciou.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Quem disse, Poeta amigo,
      Que este nosso presidente
      Nunca fez contas "de menos"?
      Se, indo além, corria p`rigo,
      Foi bem melhor ser prudente
      E usar dígitos pequenos...

      Assim sendo, me parece
      Que é "brilhante" o raciocínio
      E correcta a solução
      Que o cidadão reconhece
      Ser do perfeito domínio
      Da mais pura "elevação"!

      Faz as contas, faz as contas,
      Que este "exemplo" vem "de cima",
      E há que segui-lo, sem falta!
      O demais... meras afrontas
      A quem nunca desanima
      E a quem tanto "anima" a malta!

      Mª João

      Cá vai, Poeta, exactamente da forma que me foi ocorrendo... abraço grande!

      Eliminar
  14. “Não esperes”

    Sem saber o que esperar
    Está a humanidade cansada
    Mas para não desesperar
    Melhor é não esperar nada

    Pois quem espera desespera
    Quem espera sempre alcança
    Nesta quadratura da espera
    O círculo não é esperança

    Não esperes e caminha
    Em direcção ao infinito
    Mas sem nunca claudicar

    Pois a esperança é uma linha
    Para um ponto restrito
    E difícil de alcançar.

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    Respostas
    1. De que serviria a esp`rança
      Se, ao ser fácil de alcançar
      E chegando na bonança,
      Nos não pusesse a lutar?

      Nem aqui, nem lá, na França,
      Daria pr`a minorar
      Os danos da "velha dança"
      Que aos povos tenta esmagar...

      Esp`rança é outro dos caminhos
      Que enviam as utopias
      Aos humanos, nos seus ninhos

      Onde alguns "fiscais das pias" `
      Pretendem mandar sozinhos
      E à custa de mil razias...

      Maria João

      Poeta, a expressão "fiscal das pias" é uma evocação de uma frase muito usada pela minha mãe para designar os seres humanos algo arrogantes que , no fundo, lhe pareciam bastante menos inteligentes do que aquilo que quereriam fazer parecer. Aqui vai com o abraço de sempre!

      Eliminar
  15. “Eça europa”

    Nos bolsos dalguns há dinheiro
    Que veio p'ra nos desenvolver
    Desenvolveu offshores primeiro
    Depois fez-nos empobrecer

    Começou pela exposição
    Em 98 se bem vos lembrais
    Aos estádios em construcção
    Auto-estradas e muito mais

    E fizeram belas parcerias
    Público privadas ao que sei
    P'ra que não houvesse prejuízo

    Assim enriquecem tod'os dias
    Sempre a coberto da lei
    E o povo é que não teve juízo.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Num ponto, será verdade
      Pois não tem juízo, um povo
      Que, conhecendo a verdade,
      Os torna eleitos de novo

      E só se isso acontecer
      Direi que não tem juízo
      O povo que assim escolher,
      Deitar fora o paraíso

      Pr`a apenas sobreviver
      Como incómodo "granizo"
      Da direita no poder

      Que o vê como prejuízo
      Enquanto faz por se encher
      Muito mais que o que é preciso,,,


      Maria João

      Um tanto ou quanto martelado, mas aqui vai, Poeta, com o abraço de todos os dias! (Hoje, de alma e coração com o povo grego!)

      Eliminar
  16. “OXI”

    À europa do sucesso
    Dizem os gregos não
    Antes haver retrocesso
    Que vida de beija-mão

    Beija-mão ou beija-pé
    À maestrina da alemanha
    Antes dar-lhe um pontapé
    Que aturar a sua manha

    Vivam os pais da democracia
    E da europa em transformação
    Que muitos acham labregos

    Pode não estar longe o dia
    Em que muitos mais sentirão
    A necessidade de ser gregos.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. NÃO!!!

      Vi-me grega... mas fui grega!
      Porque, estando solidária
      Com cada grego que nega
      Fome e sobrecarga horária,

      Toda me dei nessa entrega,
      Toda me fiz proletária
      Desse povo que carrega
      A gula de um jugo pária!

      Grega sou... mas, portuguesa
      Nunca deixarei de ser!
      Besta igual nos rouba, à mesa,

      Tudo quanto lhe aprouver,
      Enquanto nós, sendo a presa,
      A não soubermos morder!

      Maria João

      Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!

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