JULGAMENTO(S)

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(Soneto em decassílabo heróico)


 


… e quando mais não pode e só comeu,
de véspera, o pão duro, amanhecido,
das sobras que outro alguém lhe ofereceu
apesar de o não ter, sequer, pedido,


 



E quando toda a esp`rança já perdeu
porque lhe foi negado o seu sentido
e apenas sobra a cinza do que ardeu
depois de com seu esforço o ter erguido,


 


E quando o próprio sonho já esqueceu,
sem ter vaga noção de o ter esquecido,
nem longínqua memória do que ergueu,


 


Então, porque o apontas, convencido
de podê-lo julgar num gesto teu,
se condenado foi, quando traído?


 


 


Maria João Brito de Sousa – 22.07.2015 – 12.55h


 


Imagem - "Os Retirantes", Portinari


Comentários

  1. “Much more than a revolution”

    Have you ever seen
    Doesn’t mater what
    Have you ever been
    More than somewhat

    Have you ever clean
    Body and soul a lot
    Have brain doesn’t mean
    Having a clear thought

    Think more than you do
    Listen to any good mind
    Take yourself a resolution

    Like you has madness too
    And by chance you will find
    Much more than a revolution.

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    Respostas
    1. But... I use it! All the time!
      Since I was a little baby
      I´ve been using heart and mind...
      None of them was ever lazy

      Using both, I did define
      Which is healthy, which is crazy,
      And I draw a simple line;
      Nothing, now, is lost or hazy...

      Revolution is my way,
      But... Peace is my middle name
      Every night and every day...

      Solution! That`s what I say
      When beholding all the shame
      That "big money" can display...


      Maria João

      Cá vai, com o abraço de sempre, Poeta!

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  2. “Quando o sol caiu”

    O sol teria caído
    Mas fora o Enola Gay
    Um estrondo foi ouvido
    Depois disso mais não sei

    Em fino pó transformado
    Logo as dores desvaneceram
    Almas penadas por tod’o lado
    Uns milhares desapareceram

    Foi o fim da humanidade
    Numa cidade arrasada
    Não restou casa ou estrada

    Dizem, foi uma atrocidade
    Hoje humanidade é espezinhada
    E sua dignidade bombardeada.

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    Respostas
    1. De outras formas encobertas
      Nos destroem, hoje em dia.
      Nas mil crateras abertas
      Pela vil plutocracia;

      "Cortem-se as mãos que, libertas,
      lutam contra a tirania!`"
      Diz-te, olhando a mão que apertas
      Ou que abana o que dormia...

      Mas há sempre a mão que escapa
      E outra que, mesmo cortada,
      Redesenha o velho mapa

      Da resistência acordada,
      Que trabalhando à socapa,
      Não se cala, nem esmagada!

      Maria João

      Outro abraço, Poeta!

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  3. “Devaneios”

    Se buscas a felicidade
    Então aceita primeiro
    Em acto de solidariedade
    Este pote com dinheiro

    P’ra suprir a necessidade
    Custear algum devaneio
    Acompanhado de austeridade
    Não como fim, mas um meio

    Para atingir derradeiro fim
    Desvalorizar capital humano
    Capital financeiro valorizar

    Agora sabemos é assim
    Metal tornou-se soberano
    Apenas ele pode governar.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Eu nada encontro de errado
      Em, de`l, ter-se quanto baste...
      Está, porém, tão concentrado,
      Que só provoca é desastre...

      Quando a luta se aproxima
      Do seu ponto decisivo,
      Ele é quem sempre domina
      Como carrasco abusivo...

      Devaneios? Com dinheiro?
      Só mesmo o mais necessário
      Pr`a manter-me o corpo inteiro...

      Ser-se rico? Isso é primário
      Num contexto mais ordeiro
      E menos... publicitário...

      Maria João


      Cá vai com o fraterno abraço de sempre, Poeta!

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