FISSÃO NUCLEAR - (E não só...)
Real é que o real, tornado instável,
vacilando, estremece e já nem cabe
na coisa estruturada e no palpável
de onde, provavelmente, então, se evade,
Tornando, em pouco tempo, inevitável
a extinção de si próprio. O que se sabe
é que, assim dividido, é bem expectável
que o real conhecido então se acabe
No longo estremeção dum espasmo lento
ou na re-criação do mero invento
da coisa que se expande... ou talvez não,
Porque auto-destruída no momento
em que, louca, se expande, em detrimento
das leis da sua própria concepção...
Maria João Brito de Sousa - 01.10.2015 -14.23h
“Nobody”
ResponderEliminarNobody knows me
Nobody sees me
Nobody likes me
Nobody wants me
Nobody teaches me
Nobody, nobody
Nobody, nobody
Who the hell is nobody ?
Zé da Ponte
Talvez não saiba quem é, mas
EliminarEstou a lê-lo
e
se é certo que gostaria mais de o ler em Português
mas que lhe espondo porque quero
e que estarei sempre pronta a ensinar o pouco que sei,
não sou eu esse Nobody
Mª João
“Veio pra ficar”
ResponderEliminarSem a bandeira na mão
Conscientes do dever
Vamos a votos então
P’rá sondagem não vencer
Pàf, pàf, pàf, pàf
Ouço um estranho ruído
Pàf, pàf, pàf, pàf
Parece-me descabido
Dizem que veio pra ficar
Fama que de longe vem
É o Brandy Constantino
Vamos ter que aguentar
Desde S.Bento a Belém
Tomou conta do destino.
Prof Eta
Vio para estragar...
EliminarEu tenho estado doente!
Sem saber o que é que tinha,
Já não vejo nada à frente,
Que raio de sorte a minha!
Buscar análise urgente
Fui, ontem, pela tardinha,
Pr`a ver qual era o agente,
E que resultado tinha.,
A bactéria era dif`rente,
Oportunista e mázinha,
Gram-negativa e potente,
Mesmo nada comezinha,
Muito, muito resistente,
E nada, nada fraquinha...
Mª João
Estou de saída para a urgência, Poeta... isto está mesmo a acontecer, mas... faça de conta que a bactéria,, em vez de Klebsiela oxytoca, se chama Paf. Abraço grande!
PASSARAM AS PROCISSÕES
ResponderEliminarPassou tanta procissão!
Os santos com ar sarcástico,
Todos feitos de plástico,
Dão beijos na multidão.
Anjinhos com ar fanático,
Levam bandeiras na mão,
Fingem sorriso simpático
E lá vão, p´lo alcatrão.
Santinha de eleição,
Com um sorriso seráfico
Leva (de) votos p´la mão.
Não é santa de cartão,
Tem um olhar enigmático
Que convida à oração.
Eduardo
Muito obrigada, Euardo, pelo excelente sonetilho ao qual não lhe onsigo responder porque a minha situação clínica está muito, muito complicada. Em profundo desequilíbrio iónico e ainda infectada por este bicharoco demoníaco, nem eu, com a minha teimosia toda, consigo encontrar as palavras ou ter, sequer, força para carregar nas teclas... farei, no entanto, por responder a tudo o que puder. forte abraço.
Eliminar“Mundos reais”
ResponderEliminarEsse mundo que sonhei
Em sonhos lhe pertenci
Mas assim que acordei
À realidade, eu desci
Transformei-a sonhando
Construí-lhe os alicerces
Pra depois em acordando
Não me refugiar em disfarces
E assim mudei o mundo
Todas as máscaras queimei
Sem complexo d’inferioridade
Foi neste sonho profundo
Onde a dignidade não matei
Que acordei prá realidade.
Deixe ver se consigo, Poeta... sinto o bichinho do desafio poético a querer responder, mas a bactéria é mais forte e a falta de iões deixou-me num "caco"...
EliminarAcordei para o real,
Com um balão pendurado
No tecto do hospital...
E um braço todo espetado,
A sentir-me muito mal
Por estar em muito mau estado
E temi, porque, afinal,
Vi o voto ameaçado...
Jurei ao jovem doutor
Que haveria de ir votar
Nem que estivesse pior!
Treze horinhas a "penar",
Passei-as, com muito ardor,
A jurar que ia votar...
mª João
Está uma coisa horrível, mas não consigo fazer melhor. Poeta e, pelo menos, é tudo verdade, verdadinha! Abraço grande!
Um grande e feliz fim de semana
ResponderEliminardesejo eu
de aqui dos calhaus frios da Serra
Obrigada, Anjo! Votar e sobreviver, é a minha grande meta para hoje! As coisas estão muito complicadas, ao nível da saúde e, ontem, passei o dia todo no hospital...
EliminarNem me fales em frio, que eu ainda congelo só de pensar nisso... não estou mesmo em estado de apanhar frio nenhum... por aqui, chuvisca, e tenho algum frio porque estou febril, mas... hei-de-me aguentar!
Ontem, na ida para o hospital, passei pela casa do Dafundo, vi o meu estuário e, hoje, vou votar São duas coisas boas!
Que seja feliz e grande, o teu fim de semana!
Chá sem luz.
ResponderEliminar...ainda vou, tentar ir ver o Chá, Poeta.
Eliminar“À frente”
ResponderEliminarPortugal está à frente
Foi o povo que votou
Nada será diferente
Democracia acabou
A europa descontente
Há muito a estrangulou
Pois a finança eficiente
Sempre o patrocinou
Fica o povo contente
Pois quem o pão roubou
Tem cenário diferente
Quem antes se governou
Governará agora a gente
Algum bom senso voltou.
Prof Eta
Nem sei se inda sei escrever
Eliminarpois não me sinto melhor
e o que aqui puder dizer
não tem, decerto valor
Poreém, só se não puder
juntar rimas, cedo à dor
e, se as junto, é pr`a dizer
que tudo está bem pior
Que o Pr`AFundar-nos PAFou,
que segue desembestado,
que todo o mal que causou,
Desta forma "premiado"
pelo povo que esmagou
e que tem, sempre, enganado...
Mª João
Poeta, não foi fácil pois nenhum cérebro funciona quando não tem os respectivos iões a "alimentá-lo" e eu estou com hiponatrémia, hipocalcémia, hipocalciémia e hipoclorémia... foi o que consegui com muito tempo e esforço, mas tenho indicações médicas para não me esforçar a nenhum nível. Para além do mais tenho a bacteriémia e, agora, hiperPAFémia...
Abraço grande!
Chá desgovernado.
ResponderEliminarVou se ainda consigo responder ao chá, Poeta.
Eliminar“Mortos”
ResponderEliminarA direita ou o centrão
Esse destino anda perto
Dos desígnios da nação
Com o futuro bem certo
É preciso empobrecer
É necessário sangrar
Que o futuro há-de ser
O que se puder pagar
Quem não paga não risca
Na sociedade do capital
Onde só o lucro importa
Esta imposição arrisca
A transformar Portugal
Num país de gente morta.
Prof Eta
Morta ou meio alienada
EliminarJá se encontra a burguesia
Que até confessa, encantada,
"Era isto mesmo que eu queria..."
Pois, burra, não vê mais nada
Para além da teoria,
Que julga "mui bem pensada",
Da "social democracia"...
O medo... era a bancarrota...
Estando a dona banca impante
O resto é... "coisa ligeira",
Mas... quem descalça esta bota
Que a dona banca, arrogante,
Calçou à nação inteira?
Maria João
Aqui vai, horrível porque até a poesia - no seu ritmo e cadência próprios - ficou abalada pela falta de iões, mas dizendo o que penso e transcrevendo o que oiço. Abraço grande, Poeta!
Chá inútil.
ResponderEliminar... inútil de todo estou eu, neste triste estado, Poeta... mas vou tentar ver o Chá antes de sair.
Eliminar“Anjos e demónios”
ResponderEliminarOs anjos da Oriola
Vão a sorrir e a cantar
Aprendendo na escola
Novas formas de estar
E os demónios ao lado
Vão tentando estragar
O patamar conquistado
Por não querer ajudar
Tudo quererem queimado
Então se hão-de queimar
No fogo assim ateado
Nesse inferno desejado
Têm dez minutos pra sonhar
E o tempo está terminado.
Aqui fala de recreios,
EliminarDas crianças que, a brincar,
Vão conjurando os mil meios
De energias não poupar...
Jogos ou saracoteios,
Tudo se esgota em ganhar
A batalha dos receios
À força de os enfrentar...
Competitivo esse tempo
Que por lá, se amadurece
Esse menino de então,
Deve gastar-se a contento...
Ao crescer, não me parece
Tão boa, a competição.
Mª João
É na infância e na primeira fase da adolescência que toda a competitividade se espraia, no meu entender, Poeta. Acredito que, por muito que o sistema o incentive a isso, um adulto que tenha amadurecido harmoniosamente, deverá ter ultrapassado essa necessidade primária do seu desenvolvimento. Também penso que esta é uma das etapas do crescimento do ser humano que é completamente cerceada e até abafada pelas regras que o capitalismo nos vai impondo. Um dos pontos cruciais - tudo isto segundo o meu parecer, claro - para o recrudescimento dos actos de violência com que nos vamos deparando. Repito; adulto que tenha conseguido ultrapassar harmoniosamente as contradições emocionais próprias da infância, não deverá sentir necessidade da competitividade senão em relação à sua propria produção e/ou criatividade,
Peço desculpa por deixar tão vincada esta opinião, mas acredito que seja um ponto chave no desenvolvimento do animal humano.
Forte abraço.
poema de excelência - para além da beleza da forma.
ResponderEliminarenorme teu talento poético.
beijo
Obrigada, Heretico! Já deveria ter actualizado o blog, este já cá está há muito tempo, mas o meu estado de saúde está num triste estado, quebra-me o ritmo às publicações...
EliminarBeijo!