ALMAS GÉMEAS - O Livro

ALMAS GÉMEAS.jpg


HOMENAGEM DE APOIO À MARIA JOÃO



O Albertino Galvão tomou a iniciativa, propôs-me e eu concordei, de mandar fazer uma edição de 50 livros, pagos por nós dois, em nome da nossa amiga poetisa e participante do HP, Maria João Brito de Sousa.



Essa atitude teve dois propósitos:
- homenagear a que é, sem dúvida, uma das maiores poetisas portuguesas de todos os tempos
- proporcionar-lhe algum conforto, entregando-lhe em mãos a receita TOTAL da venda dos livros, sabendo como é a sua vida, a que nada ajuda uma grande falta de saúde, que se vem agravando ano após ano. (Aliás, somos da opinião que já deveria ter sido ajudada por alguma entidade oficial, mas, já que isso não aconteceu, vamos ser nós - os que puderem - a prestar-lhe algum apoio.)
O livro tem por título ALMAS GÉMEAS (vamos colocar a capa no item FOTOS no HP), e é composto por duas partes:
- Dialogando com Florbela (dois sonetos da Florbela/dois da Maria João)
- Glosando Florbela (30 sonetos da Florbela/30 sonetos da Maria João, glosando aqueles)
- tem 74 páginas
- podia ser algo mais barato, mas atendendo à finalidade exposta acima, o preço será de 8 euros (+1 euro de portes para Portugal e + 2 euros de portes para outros países)
O dinheiro da venda será centralizado na minha conta, de IBAN PT50 0033 0000 500 884 32 328 05 e será entregue na TOTALIDADE, (como já disse acima) à Maria João, quando já houver um número de livros vendidos que o justifique.


 



Nota: mandaremos fazer outra edição, se a venda desta tiver o êxito que esperamos e se virmos que há pedidos que a justifiquem. O que esperamos que aconteça.
Vamos dar alguma alegria à nossa Maria João!
Ontem mandei-lhe um exemplar e ela, obviamente, não sabia nada do que estava a passar-se.


Mantive-me em contacto com ela esta manhã através do chat do HP, dizendo-lhe que espreitasse a caixa de correio, pois iria ter lá uma surpresa. Telefonei-lhe cerca das 11,20h e desceu pela 5ª vez ao rés do chão, onde finalmente já estava o livrinho.


 


Ficou sem palavras, pela emoção que teve.
Abraços para todos.


Joaquim Sustelo
(Albertino Galvão )


 


NOTA - A obra entrou na terceira edição.


Comentários

  1. Iniciativa interessante.
    Gostaria de obter um livro.
    Envio a importância, através do IBAN e como acedo ao livro?
    Agradeço resposta.
    Obrigado
    Francisco Carita Mata

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    Respostas
    1. Muito grata pelo seu interesse, amigo Francisco Carita Mata.

      Os exemplares não estão comigo e sim com os dois poetas amigos que financiaram a edição.

      Deixar-lhe-ei, aqui mesmo, o meu endereço electrónico e terá de fazer o favor de me enviar, por email, um endereço postal para o qual o livro possa ser prontamente enviado;

      m.joao-bsousa(arroba)sapo.pt


      O meu grato abraço!

      Maria João

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  2. Terceira edição, estou felicíssimo. Nõ pude assim comprar os 2 exemplares da 2ª edição, mas espero em breve comprar 2 desta 3ª, tal não é a velocidade da propagação das edições, espero que acelere ainda mais.

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    Respostas
    1. também eu estou muito feliz, Poeta, embora as finanças me tenham "atropelado" logo a seguir... mas ainda lhe hei-de contar isto mais pormenorizadamente!

      Abraço grande!

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  3. “Alfaiate do Panamá”

    No Panamá um alfaiate
    Foi talhando à medida
    Junto à vigia do seu iate
    E de forma decidida

    Um fatinho bem janota
    Lavado de forma tal
    Que agora nem se nota
    A origem do capital.

    Eram diamantes de morte
    Com terrorismo misturado
    Droga, armas e garinas

    Mas por um golpe de sorte
    O fato apareceu lavado
    E com linhas genuínas.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Amanhã, Poeta, amanhã... hoje já estou meia a dormir...

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    2. O Mexilhão - sempre "lixado"... - denuncia o "contraste"...


      Pois aqui, na foz do Tejo,
      Uma pobre costureira
      De versos (e de solfejo...),
      Sobrevive, aventureira,

      Tocando o seu realejo
      Sem fazer nenhuma asneira
      Pois não tem, sequer, ensejo
      De viver de outra maneira...

      Diamantes? Nunca os quis!
      Droga e "garinos"? Nem vê-los!
      Mas nunca verga a cerviz,

      Protesta... até faz apelos
      E diz tudo quanto diz
      Nos seus versos mais singelos...


      Maria João

      Cá vai com o abraço grande de sempre, Poeta!
      (confesso que já tinha saudades... )


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  4. O MEU OFFSHORE

    Nos esconsos do meu ser
    Do ser besta e do humano
    Do ser ermo e do urbano
    É que eu vou esconder

    O sagrado e o profano
    Tudo guardo até ver
    Meus talentos a crescer
    Ao dia, ao mês e ao ano…

    Guardo e deixo a sós
    No ser frívolo e no asceta
    Tudo o que oculto de vós

    E assim crio em frenesim
    De uma forma discreta
    Um «offshore» dentro de mim.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ...E O MEU...

      Amigo, não tenha pejo
      Desse "offshore", dentro de si,
      Porque outro, igual, em mim vejo
      E fui eu que o construí...

      Às vezes, chamo-lhe Tejo,
      Pois foi nel`que me perdi;
      Força, revolta, desejo...
      Tudo o que é meu, guardo aí,

      Mas nada fica escondido
      Quando o Tejo abraça o mar
      E logo é distribuído

      O que eu pensara guardar;
      É meu, mas faz mais sentido
      Porque o posso partilhar...


      Maria João

      Muito grata pelo seu inteligente sonetilho, amigo Eduardo, aqui fica, com o meu abraço de sempre e com os votos de grande prosperidade para o seu "offshore" pessoal, mais um vislumbre do meu. Será, talvez, um pouco menos discreto do que o seu, mas claro está que também existe...

      Muito grata pelo seu inteligente sonetilho.

      Eliminar
  5. “Aliança”

    Não me perco na viela
    Por onde o corpo se cansa
    Assumo-me parte dela
    Entrecruzando a esperança

    Vendo a mente à janela
    Sinto a brisa da mudança
    Logo o espírito se interpela
    Qual de ambos o que avança

    Avançando todos três
    Numa sintonia perfeita
    Orquestra de confiança

    E nesta viela outra vez
    Por muito que seja estreita
    Cresce forte esta aliança.

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    Respostas
    1. A minha...

      Não será viela... é rio,
      - cada qual sente o que sente... -
      Mas também sei que me alio,
      Corpo e alma, gesto e mente

      E este coração vadio
      Que sabe amar toda a gente,
      Precisa, em cálculo frio,
      Da liberdade emergente

      Do Tejo, do seu estuário,
      Da areia, dos seus rochedos
      E do gesto libertário

      Que arreda todos os medos
      Pr´a reduzir-se, sumário,
      Ao que sou, sem mais segredos...

      Maria João

      Aqui vai , Poeta, com o abraço de sempre!

      Eliminar
  6. “Prémio eterno”

    Simplesmente agora
    Sem ideias no inventário
    Vislumbro algo de outrora
    É uma ideia ao contrário

    Vestida de eternidade
    Embora já não importe
    Esse prémio de fidelidade
    Recebido após a morte

    Serão as linhas cruzadas
    Entre o céu e o inferno
    Que nos fazem oscilar

    Entre ideias chamuscadas
    E este mundo moderno
    Que não as quer escutar.

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    Respostas
    1. UTILIDADE

      Pode dar sentido á vida,
      Sendo, então, nosso legado,
      Obra que foi concebida
      No mais remoto passado,

      Sendo coisa percebida
      Como terra sob arado
      De onde brotam, de seguida,
      Razões pr´a se ter cá estado...

      Se é eterno - enquanto dura... -,
      Representa a liberdade
      Na prospectiva candura

      Do conceito Eternidade,
      Pois dá frutos com fartura
      E tem sempre utilidade!


      Maria João

      Ca vai, Poeta, tal qual me nasceu e com o abraço de sempre!

      Eliminar

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