DER FLIEGENDE HOLLÄNDER - O Holandês Voador

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DER FLIEGENDE HOLLÄNDER
*





Traz âncora de fogo e velas de aço


E a mão do leme o força contra o vento


Negando a força ao mar, ao tempo, ao espaço,


Contra todas as leis do firmamento...


*


Vermelha, a bujarrona - um pano lasso


Que se enfuna no tope -, é seu tormento


Eternizando em sangue, agora escasso,


Os tantos que ganharam seu sustento


*





Nesse convés, em tempos tão remotos


Que a memória das gentes - ou seus fitos -


Um por um, foi deixando entre os ignotos,


*


Ou, mais precisamente, entre os malditos


Que quais penedos, vagas e mar`motos,


Ganharam o lugar de velhos mitos.


*





Maria João Brito de Sousa - 12.06.2016 - 23.10h


 

Comentários

  1. “Cotovia”

    Ao voar passei um dia
    Pelo portal da saudade
    Onde estava uma cotovia
    Que me ofereceu eternidade

    Embarquei na ilusão um dia
    Levado em dose d’ingenuidade
    Mas desse estado logo sairia
    No reencontro com a realidade

    Com linda ave negociaria
    Ao permutar sua oferta
    Por um’além da compreensão

    Por toda a eternidade ficaria
    Prostrado numa ilha deserta
    Tentando descodificar a ilusão.

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    Respostas
    1. A cotovia bem sabe,
      - sabe e nem conceptualiza... -
      O lugar que a si lhe cabe;
      Também ela poetiza

      Muito antes que se acabe
      O sopro de cada brisa
      E, embora nunca se gabe,
      Também ela idealiza...

      Tenho por mais do que certo
      Que ela chega onde eu não chego;
      Muito além de quem nem perto

      Chegará, desse aconchego,
      Que é por ela descoberto
      Onde a mim mesma eu me nego...

      Maria João

      Poeta, segue com o abraço grande de sempre!

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  2. “Brexit”

    E o brexit aconteceu
    Inglaterra p’la borda fora
    Tod’o apoio sem demora
    Islândia logo agradeceu

    No final deste europeu
    Quando chegar a hora
    Não se pode dizer agora
    Di-lo-ás tu e di-lo-ei eu

    É desejo de cada nação
    Ver seu team a vencer
    Com razão ou coração

    Mas terá que acontecer
    Uma grande selecção
    Irá o caneco erguer.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Eu não vou "prognosticar",
      Nem num, nem noutro sentido,
      Porque, não quero falhar,
      Nem "gramar" um desmentido

      Quando estou a piorar
      E nem sequer tenho ouvido,
      Do que, estando-se a jogar,
      Quem tem ganhado e perdido...

      Tenho derrames, edemas,
      Petéquias que, de repente
      Me encheram de mais problemas

      E me deixaram doente;
      Eu, não escrevendo poemas,
      Nem sequer me sinto "gente"...


      Maria João


      Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!

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  3. “Conexões”

    Vou estando conectado
    A um mundo interior
    Espaço esse confinado
    A um outro espaço maior

    Tão vasto que é infinito
    Tão pequeno e inexistente
    Tão potente, eu admito
    Tão fraco e insipiente

    Tão cuidado e tão bonito
    Tão devastado e deprimente
    Que à raiz quadrada do ser

    Tão somente solicito
    Que se olhe para a gente
    Antes que se deixe de ver.

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    Respostas
    1. Cada mundinho int`rior
      A nada está confinado
      Senão ao próprio teor
      Do que tenha, ou não, pensado,

      Ás fronteiras do que for
      Que já tenha analisado
      E a todo e cada temor,
      Que não tenha ultrapassado,

      Mas se o pensa incipiente,
      Incipiente será
      Pr`a si e pr`a toda a gente

      Que procura o que não há
      Numa mente, em toda a mente,
      Qu`rendo o que a mente não dá...

      Maria João

      Segue,com o abraço de sempre , o que me ocorreu, de improviso, a propósito do seu "Conexões", Poeta.





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