PENAS...

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(Soneto em decassílabo heróico)


 


Eu tenho tanta pena de ter pena


Do tanto que vou vendo destruído,


Que chego a deduzir que ser serena,


Se despiu de razões, perdeu sentido,


 


Pois mais sentido faz razão pequena


Que nem sequer conceba haver perdido


Razões que são da pena a razão plena


De nunca as ter sonhado, ou concebido,


 


Mas... pena de mim mesma? Coisa obscena!


Que fútil, ou que inútil terei sido


Durante esta jornada, nunca amena,


 


Pr`a tê-la de mil penas preenchido?


Pergunto, olhando o Nada que hoje acena


A Tudo o que me coube ao ter nascido...


 


Maria João Brito de Sousa - Março, 2016


 


In A CEIA DO POETA - (inédito)


 

Comentários

  1. “Bré bré brexit”

    Foi o brexit sim
    Mas o céu não caiu
    E esse reino enfim
    Desta europa saiu

    É o princípio do fim
    Agora que algo ruiu
    Revolução de jasmin
    Abalo que se sentiu

    É o mercado abalado
    Pelo sismo violento
    E a fuga dos milhões

    Mas o povo revoltado
    Serve só d’instrumento
    A terceiras intenções.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Brexit.. e agora?

      Pode ser - ou não ser... - ponte,
      Pode, ou não, ser passo em frente
      Que rasgue um novo horizonte
      E dê voz a muita gente...

      Pode até tornar-se fonte,
      De um rio "da foz à nascente"
      Que não tem quem o confronte
      Se se transforma em torrente...

      Pode ser seja o que for;
      Um momento de tensão,
      Um rebate de furor,

      Um espasmo da convulsão
      Cuja convulsão maior
      Acabe em revolução...


      Maria João

      Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!

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