SE AMOR DISSECO... II
(Soneto em decassílabo heróico)
Se tanto teve e, por Amor, a privas
De dar-se um pouco, para além de amar,
Como pudeste, sem razão, privar
A quem te amou nas horas mais excessivas
De outras paixões, que teve de calar,
Concretas, muito embora criativas,
Mas fortes, persistentes, compulsivas...
E a todas ignorou, pr`a te agradar?
Eu, quando Amor disseco sem parar
E mais me encontro enquanto dissecar
Amor, nos corações das coisas vivas,
Recordo, Amor, que qu`rendo-te abarcar,
Não me encontrava, a mim, neste meu Mar
Que, hoje, de Amor, me ergueu vagas altivas...
Maria João Brito de Sousa - 10.06.2016, 19.30h
A_mar
ResponderEliminarseja amor o que isso for
... e é tanto, Rogério, e pode projectar-se de formas tão diversas...
Eliminar“O regedor”
ResponderEliminarMarcelo em regedor
Do condado pequenino
Com seu estilo inovador
Ilude qualquer menino
Muito melhor é o povo
Às mãos de quem ordena
Se com esse estilo novo
Parece reduzir-lhe a pena
Mas a pena é pesada
E o fardo é para a plebe
Que não aprende a lição
Vê assim a mão lavada
E o povo nem se apercebe
Com o lavar da outra mão.
Prof Eta
Se maestro ou regedor
EliminarNão sei,ao certo, escolher
Mas seja aquilo que for
Tem artes de "bem dizer"
E fala com tal ardor
Que é muito fácil de ver
Que nasceu pr`a fazedor
Dos discursos que entender...
Sendo sempre nosso, o fardo
Deste mundo em derrocada,
Nem que nos cubra de nardo
Eu fico mais descansada
Porque, a seguir, vem "petardo"
Sobre a "malta" entusiasmada...
Maria João
Poeta, cada vez tenho menos tempo para ter tempo... e cada vez estou mais lenta, mas tento - muitas vezes em vão, eu sei... - manter-me minimamente informada e sou completamente refractária à ideia de um capitalismo "bonzinho"...
Aqui vai com o abraço GRANDe de sempre!