WHAT A WONDERFUL WORLD!
(Soneto em decassílabo heróico)
O mundo, Amor, será maravilhoso,
Mesmo depois de mim, quando no mar,
A minha velha Barca naufragar
Num Inverno qualquer, mais rigoroso,
Mas... se por um momento doloroso,
Eu deixasse, no Mundo, de apostar,
Não teria sabido ao Mundo amar,
Nem desta Vida obtido qualquer gozo...
Ah, Mundo-Vida, quanto me prendeste
Pois, de quanto tiraste, mais me deste
Desta riqueza a que nem vejo o fim
Quando, por dentro, a chama me acendeste
E, morra embora nalgum dia agreste,
Maravilhada, vi-te aceso em mim...
Maria João Brito de Sousa - 15.06.2016 - 14.22h
“Sossegos”
ResponderEliminarSossego desassossegado
Nunca foi desassossego
Pessoa preocupado
Também eu sou não nego
As coisas que nunca foram
Terão sido coisa nenhuma
Também os areais imploram
Por ondas do mar com espuma
E quando tudo nos cansa
Não tentemos descansar
Usemos o coração
P’ra encetar a mudança
Pois não é por muito amar
Que se atinge a exaustão.
Hoje estou cheia de sono
EliminarE, amanhã, tenho consulta...
Mas não deixo ao abandono
Quem me escreve e não me insulta
Mas, se em versejos ressono,
Vem alguém passar-me a multa...
Tenho Morfeu por Patrono
E Morfeu, dormindo, exulta...
Amanhã vou levantar-me
Às desoras do costume;
Não vem Morfeu abanar-me,
Nem pôr-me o café ao lume....
E a dormir, posso queimar-me
Nalgum cigarro que`l fume... (rsrsrsrs...)
Maria João
Poeta, desculpe ter-me centrado tanto em mim e ter dito o que me foi vindo à cabeça que, neste momento, está mais a dormir do que acordada...
Um GRANDE abraço!!!
“Ressuscitei”
ResponderEliminarVida que não aprendi
Estou tentando aprender
No dia em que morri
Apenas parei de viver
Sem imagem reflectida
Logo o espírito serenou
Abandonando-me a vida
Sem vida sou o que sou
Não encontro a perfeição
Porque a perfeição ruiu
Num acto irreflectido
E na última refeição
Houvera quem me traiu
Mas nunca terei morrido.
Melhorando/evoluindo
EliminarPor completo, não se morre,
Quando se deixa por cá,
Do tanto que nos ocorre,
O bem maior que em nós há
E sempre há quem se socorre
Das muitas coisas que dá
Pois contra a morte concorre
- mas ela sempre virá... -
Perfeição, mero conceito,
Nunca passou de utopia...
Melhoremos! Isso aceito,
E vou tendo por meu guia,
Quando, defeito a defeito,
(Re)descubro a melhoria...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o forte abraço de sempre!