AUTO-RETRATO MUITÍSSIMO IRÓNICO II

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(Soneto em decassílabo heróico)


 


Carente? Sou, mas nunca de conselhos;
Só da matéria-prima necessária
À minha natureza proletária
Que quer morrer de pé, não de joelhos!


 



Tão pouco o sou de afectos, porque os velhos
E os poetas são, de sorte vária,
Capazes de engendrar paixão contrária
À superficial, vendida em espelhos...


 


Carências? Tenho tais e tão prementes
Que alguns duvidam - mesmo os mais carentes...-
Que eu possa ser carente, se o não for


 


Das coisas que uns entendem mais urgentes,
Como sorrisos, gestos eloquentes
E, para culminar, beijos de amor...


 


 


Maria João Brito de Sousa - 04.07.2016 - 17.23h



 


 


 

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