GLOSANDO JOAQUIM PESSOA

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QUE AMOR É ESTE AMOR?


*


 


Amar-te, só amar-te, e construir
amor e mais amor no amor já feito,
amor quase infinito, amor perfeito,
amor em flor, florindo o que há-de vir.





E ao amar-te assim, quero sentir
que o meu amor por ti não está no peito:
percorre toda a pele, a carne, o leito,
regressa à boca a tempo de sorrir.





Que amor é este amor, esta vontade
de nunca te perder e de escrever-te
sabendo que és a própria liberdade?





E em cada dia que não posso ver-te
não tenho vida, tempo, nem idade,
não tenho nada que não seja ter-te.


*


(Inédito)


 


Joaquim Pessoa


 


(A)PRENDER-TE...


 


 


"Amar-te, só amar-te, e construir"


A cada dia, amor, mais vida ainda,


É tudo quanto sei, que a vida é linda,


Mas só enquanto, viva, eu a fruir


 


 


"E ao amar-te assim quero sentir",


Ó vida, quanto amor a ti me cinda


Na esp`rança duma vida que não finda


Enquanto o mesmo amor em mim florir...


 


 


"Que amor é este amor, esta vontade"


De manter-te a pulsar, de não perder-te,


Mesmo quando essa esp`rança se me evade?


 


 


"E em cada dia que não posso ver-te",


Mais desta vida perco em quantidade,


Mas menos morro, à força de (a)prender-te.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.06.2016 - 21.37h


 


 

Comentários

  1. LICENCIATURA

    (Letra em rima mal aramada,
    música da conhecida canção, ó Relvas, ó Relvas, Badajoz à vista…sou contrabandista, etc. etc.)

    Já passou p´lo hemiciclo
    E por mais alta ribalta
    E sem temer o ridículo
    Qualquer gamela ele assalta.

    Co`a sabedoria em alta
    Exibe no seu currículo
    Ainda mais do que faz falta
    E averba em tal fascículo

    Ele cursou, está na pauta,
    As tais três disciplinas,
    Com boa nota em flauta

    E nas outras, sem preguiça,
    Foi perito em ocarinas
    E viola campaniça.

    Eduardo

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    Respostas


    1. A PROPÓSITO DO EX-LICENCIADO

      (em rima e melodia completamente usurpadas a Morfeu...)

      Não sabe cantar, porém,
      E ouvi-lo, dá pesadelos,
      Faz-nos gritar pela mãe,
      Deixa-nos pelos cabelos!

      Roufenho como ninguém,
      "Canta" pelos cotovelos
      Mas só porque lhe convém
      - se ninguém lhe der dois "selos"... -

      Por cada nota trucida
      Com impertinência tal
      Essa nobre melodia,

      Que por cada nota ouvida,
      Juro-lhe!, fiquei tão mal
      Que temi morrer de azia...


      Maria João

      Peço desculpa pela rima e pela melodia, muito mais mal "aramadas" que as suas, mas já estou meia a dormir, amigo Eduardo

      Forte abraço para si, Maria dos Anjos e toda a família!

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