GLOSANDO O POETA JOAQUIM SUSTELO
PEDISTE-ME UM POEMA
Pediste-me um poema... que dissesse
o quanto para mim tu representas.
Não sei o que te deu, que impulso esse,
vai ser com ele, amor, que te alimentas?
Será que me pediste como em prece
que enaltecesse as trocas ternurentas
de beijos que nós demos... ou só desse
guardado na distância em que me tentas?
Pediste-me um poema... como o faço
dizendo o que te quero em breve espaço
se o espaço entre nós dois já não existe?
Um traço só de ti, ou uma ideia?
Se ocupas minha alma, que bem cheia
só a pensar em ti ela me insiste?!
Joaquim Sustelo
(em COMO UM RIO)
PEDISTE-ME UM POEMA...
"Pediste-me um poema... que dissesse",
Das nuvens que alcancei, tacto, sabor
E um pouco desse tanto te trouxesse,
Se o pudesse reter, em mim, de cor...
"Será que me pediste como em prece",
Ou pressentiste, apenas, quanto ardor
Nessas nuvens encontro, se mas tece
Meu estranho vôo de asas de condor?
"Pediste-me um poema... como o faço"
Se as asas se me alongam nesse abraço,
Antes de eu te saber dizer porquê?
"Um traço só de ti, ou uma ideia(?)"
Daquelas que o meu corpo não cerceia
E a alma não planeia, nem prevê?
Maria João Brito de Sousa - 05.07.2016 - 14.29h
“Os proventos”
ResponderEliminarPsicopatas para o mundo
Porque no mundo existem
Desejo de morte é profundo
E por isso nunca desistem
Bomba, kalash ou camião
Tudo serve os seus intentos
Mesmo sem que haja explosão
Obtêm elevados proventos
Contam pedaços espalhados
Entranhas da humanidade
Que antes seriam d’amor
Mas agora esquartejados
São apenas contabilidade
Dos proventos do terror.
Prof Eta
Alguns bem organizados,
EliminarOutros isoladamente,
Por suas pulsões mandados
E por sua própria mente
Nem se sentindo culpados
Pela dor de tanta gente
Vão agindo desligados
De toda e qualquer corrente...
Em tempos, foram lendários,
Esses "lobos solitários"
Das mortes em grande escala
E alguns até fazem gala
Desses seus gestos sumários,
Loucos e totalitários...
Maria João
Aqui vai com o abraço de sempre, Poeta, lembrando a(s) diferença(s) e semalhança(s) entre os terroristas organizados e os psicopatas isolados que também tendem a aumentar em número e a agir segundo diferentes "modus operandi".