GLOSANDO O POETA JOSÉ MANUEL CABRITA NEVES

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LOUCURA SAUDÁVEL


 


Gosto de gente fora do normal,


Gente que tenha um pouco de loucura,


Que faça desta vida uma aventura,


Uma festa constante, um arraial!


 


Gosto de quem se ri da desventura


Com ar descontraído e jovial…


De quem desvaloriza o que está mal,


Tendo sempre o remédio para a cura…


 


Ser sempre concordante, consensual:


É, como alguém já disse, um pão sem sal!


Quiçá, um zé ninguém, fraca figura…


 


Ser perspicaz, empático, frontal,


É para a discussão fundamental!


Gosto de gente assim: louca mas pura!...


 


José Manuel Cabrita Neves


 


Carnaxide 6-02-2016


 


 


LOUCURA(S)?








"Gosto de gente fora do normal",


De gente sã, de gente bem madura


Que entenda que um poeta não tem cura,


Pois poderá ser cura, esse seu mal...





"Gosto de quem se ri da desventura",


Mas que possa explodir num choro tal,


Que a todos desconcerte e, por igual,


Enfrenta, sem vergar, sorte e tortura...





"Ser sempre concordante, consensual",


Não ter, sequer, coluna vertebral;


- Eis o grande ideal da ditadura!





"Ser perspicaz, empático, frontal",


Conseguindo manter-se racional,


Fará, de um pobre, um silo de fartura...





Maria João Brito de Sousa -06.07.2016 - 14.48h





 

Comentários

  1. “Pulsação”

    Ao ritmo do coração
    Sente a vida pulsar
    Não procures solução
    Se a não podes encontrar

    Vagueia na indecisão
    Para que possas duvidar
    Desse modo de pressão
    Que asfixia sem cessar

    Desliga-te da televisão
    Se a não podes desligar
    Faz da tua antevisão

    O teu modo de pensar
    Sem que a própria explosão
    Te consiga condicionar.

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    Respostas
    1. Pulsações...

      Já nem vejo t`levisão
      Para energia poupar
      E, quando se for o V`rão
      Vou decerto congelar

      Mas o raio da "pressão"
      Continua a aumentar
      E eu - que tenho opinião... -
      Já mal o sei demonstrar...

      Se mantenho a pulsação
      Ritmada e no seu lugar
      É pois por pura paixão

      Que ela insiste em não parar
      E p´la chama da razão
      Que teima em não se apagar...

      Maria João


      Poeta, aqui vai, meio "às três pancadas", mas retratando fielmente e minha realidade de vida... abraço grande!

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    2. Pulsações...

      Já nem vejo t`levisão
      Para energia poupar
      E, quando se for o V`rão
      Vou decerto congelar

      Mas o raio da "pressão"
      Continua a aumentar
      E eu - que tenho opinião... -
      Já mal o sei demonstrar...

      Se mantenho a pulsação
      Ritmada e no seu lugar
      É pois por pura paixão

      Que ela insiste em não parar
      E p´la chama da razão
      Que teima em não se apagar...

      Maria João


      Poeta, aqui vai, meio "às três pancadas", mas retratando fielmente e minha realidade de vida... abraço grande!

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  2. “Reparos”

    Eu não sou iluminado
    Mas às escuras não estou
    E caso esteja enganado
    Mão à palmatória dou

    Estaremos agora em guerra
    Tal não parece consensual
    Mas a riqueza na terra
    Sempre potenciou o mal

    E o bem p’ra disfarçar
    Vai fingindo nada ver
    Ou faz pequenos reparos

    Pois o mal pode transformar
    Tudo aquilo que quiser
    Em alvo p’ra seus disparos.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Diagnósticos e reparações...


      E eu, se fosse iluminada,
      Decerto não pagaria
      Aquela "conta calada"
      Que EDP sempre envia...

      Não escreverei coisa errada,
      Mas bem melhor escreveria
      Não fosse - contrariada... -
      À tal consulta do dia

      E à revisão de obra grada
      Que bem mais me agradaria
      Se não fosse pressionada

      Por tanta, tanta avaria,
      Que já estou farta e cansada
      De andar nesta "romaria"...


      Maria João


      Poeta, mais uma vez estou de saída para a consulta do INR. Aqui vai com o abraço de sempre, esperando que todos estejam de excelente saúde.

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  3. D N A

    O MIJO do BANQUEIRO

    O meu mijo é gourmet
    Não é mijo malcheiroso
    É um mijo parfumé
    Tem cheirinho a espumoso.

    Não é mijo asqueroso
    Nem mijinho démodé…
    Textura de capilé
    C`est un chichi, bem sedoso

    Quando me sinto molhado
    Por má utilização
    Eu não fico incomodado,

    Nem o vizinho do lado…
    Dada a minha condição,
    Tudo fica perfumado.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Maria João Brito de Sousa2 de agosto de 2016 às 15:27

      DNA traidor...

      Pois o meu tem, bastas vezes,
      A fauna bacteriana
      Não exclusiva dos burgueses
      Porque a todos nós se irmana...

      Ele são "Colis", são "Proteus",
      "Staphylococus", também,
      Pois são atributos seus
      Não olhar a pai, nem mãe...

      Quanta vez nem chichi é,
      Pois tanto sangue contém
      Que por mais que eu tenha fé,

      É só sangue o que me vem...
      O DNA pode até
      Trazer-me o que não convém...

      Maria João


      Obrigada pelo seu sonetilho, amigo Eduardo.
      Raras vezes tenho podido estar em casa, mas tentarei responder-lhe do local em que encontro. Fraterno abraço!

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