APOGEU POÉTICO - Academia Virtual de Letras

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APOGEU POÉTICO AVL - Agosto, 2016


Tema - NATUREZA


Modalidade - Clássico


Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage


Académica: Maria João Brito de Sousa


Cadeira: 06





NATURA





Natura, minha Mãe, se sei cantar-te,


De ti me veio a força, o sopro humano


E este engenho que teima em dedicar-te


Cada alegria e cada desengano...





Se ainda sei, Natura, que negar-te,


Seria ir-me perdendo em rumo insano,


Assim continuarei fazendo Arte


Do muito que me deste, ano após ano!





Somei-lhe, é certo, indómita vontade,


Um trabalho sem fim, um risco, um preço


E a minha própria escolha que, em verdade,





Foi livre, tanto quanto o reconheço...


Mas sendo eu tua filha, ó Grande Madre,


Como não ser-te igual, desde o começo?





Maria João Brito de Sousa - 12.08.2016 - 12.22h


 

Comentários

  1. “Exaustão”

    Guerra está em crescendo
    Não é sítio para viver
    Por aquilo que vou vendo
    Será o ideal p’ra morrer

    As almas assim jogadas
    Neste imenso lodaçal
    Serão apenas lembradas
    Como imagem infernal

    Terão o minuto de fama
    Em qualquer telejornal
    Até à completa extinção

    À guerra não se reclama
    Este dano colateral
    Da morte por exaustão.

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    Respostas
    1. Eu, Humanidade

      Estando exausta, na verdade
      Bem mais exausto estará
      O que cai e o que se evade
      Atrás do que ninguém dá...

      É bem forte, esta vontade
      Que me faz andar por cá;
      Bem mais forte do que a grade
      Que sempre me prenderá

      Porque, sendo humanidade,
      Tudo quero... e quero já
      Paz, saúde e liberdade

      (... essa que, bem sei, não há...),
      Eu, que busco uma verdade
      Onde a verdade não está...

      Maria João

      Aqui vai, Poeta, com o abraço grande de sempre!

      Eliminar
  2. belo, apesar de pouco certo
    não se iguala a natureza
    se a ela se acrescenta
    tão delicado e belo poema


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu bem sei que não, nem a tanto aspirei, Rogério, mas que todos nós somos produto dela, lá isso somos... e, sendo-o, escolhemos, tal como ela, criar/acrescentar tanto quanto podemos e o melhor que podemos.

      Nós, às vezes, consciencializamos as nossas escolhas e ela não, mas é no trabalho e na criatividade que mais nos aproximamos dela.

      Por outro lado, sendo os mais conscientes e responsáveis de todos os seus filhos - de tantos quantos até hoje conhecemos, pelo menos... - devo dizer-te que também somos, por vezes, os mais inconscientes... é a própria consciencialização que nos confere podermos, ou não, exercer a nossa quota parte de escolha... concordas comigo?

      Obrigada por gostares deste meu soneto!

      Abraço grande!

      Eliminar
  3. Bonito poema! Gostei muito. Parabéns.

    ResponderEliminar
  4. “Séquitos”

    Os saberes acumulados
    P’las sumidades reinantes
    Deixa a todos descansados
    Mui alegres e confiantes

    Sabemos que estão focados
    Não apenas por instantes
    Connosco preocupados
    Já que somos os pagantes

    As migalhas vão juntando
    E só falam em milhões
    Para o séquito alimentar

    E nós em apertando
    As estomacais impressões
    Migalhas vamos jantar.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É muito antiga, essa história
      de uns poucos, muito enfartados,
      julgarem sua uma glória
      que pertence a esfomeados...

      Se me não falha a memória,
      foram sempre os abastados
      que sempre chamaram escória
      aos que por si são explorados...

      De migalhas se alimentam,
      quando é del`s toda a riqueza
      e a cada injustiça enfrentam,

      Com migalhas sobre a mesa,
      sempre que à mesa se sentam...
      (...é revolta, não tristeza!)

      Maria João


      Cá vai , Poeta, com o abraço de sempre!

      Eliminar

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