SEM CONDIÇÕES...
Para podermos manter um animal sob o nosso tecto, à nossa responsabilidade, não basta amá-lo;há que ter muito bom-senso e um mínimo de disponibilidade financeira.
O primeiro nunca me faltou mas, a segunda, atingiu o ponto de ruptura e, desta vez, não há volta a dar-lhe.
A Mistral - uma cálica, pelo padrão da pelagem - precisa de alguém que lhe dê o que eu deixei de poder dar-lhe, uma vez que nem sequer a minha própria sobrevivência posso garantir, de momento.
Qualquer interessado pode fazer a sua proposta na zona de comentários, abaixo.
Esta gata meiga, mas muito brincalhona, será entregue a quem ofereça comprovadas garantias de a poder tratar com o mesmo carinho que sempre teve, enquanto esteve sob o meu tecto.
(Zona de Nova Oeiras)
Prescindindo de afectos?
ResponderEliminarDói
Pena que meu neto seja alérgico...
Quando as circunstâncias o impõem, sim, Rogério.
EliminarNunca abriguei um animal por estar a precisar de afectos e sim porque eles - todos os que comigo coabitaram, desde sempre... - não tinham condições de sobrevivência autónoma.
Houve de tudo um pouco; animais encontrados dentro de sacos de lixo, abandonados e "esganados" de fome, atropelados e em vias de serem submetidos a ocisão... abro uma única excepção; o Sigmund Freud - gato - poderia ter sido entregue a alguém, quando era ainda uma cria e eu não fui capaz de o dar. Esse, porém, já não come, não bebe, nem excreta. Morreu no passado mês de Março e eu levei três ou quatro dias a desatar as lágrimas que engoli quando o vi partir.
Quando deixamos de ver os animais como objectos de mera gratificação pessoal, percebemos - eu percebi-o, desde sempre... - que eles merecem ter uma segunda - ou terceira... - oportunidade, quando as nossas próprias oportunidades se esgotaram de todo...
Abraço grande!
“As almas”
ResponderEliminarDonde vens alma penada
Deste mundo e doutro não
Qu’ao outro não devo nada
E neste só busco a razão
P’ra tanta alma esmagada
Sem qualquer explicação
Será uma realidade forjada
Ou será real esta ilusão
Não me ilude o discurso
Nem me ilude a foguetório
Ou a mentira disfarçada
Como alma vou a concurso
A mais bela do purgatório
É a distinção almejada.
Prof Eta
Não creio que as almas penem;
EliminarCreio em gentes "depenadas"
Por int`resses que as condenem
A vidas mais que humilhadas,
Por mais que uns tantos acenem
Com "remédios" e "fachadas";
Que só nas Artes se encenem
"Estórias" de anjos e de fadas...
Se esta humana fantasia
Pode expressar-se - ou se o deve... -
Que o faça na Poesia;
Alices, Brancas de Neve,
Deuses, Ogres, Harmonias...
Tudo cria a mão que escreve.
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre, esperando que toda a família esteja de excelente saúde e que os pequeninos estejam a aproveitar em pleno estas "férias grandes".