CRIVO(S) & SENTIDO(S)
Não me apontem sentidos quando eu vejo
Que sigo um rumo próprio e produtivo
Que irá bem mais além, se eu tenho ensejo
De enchê-lo das razões de que me privo
Quando, num verso, encontro o tal solfejo
E, num soneto o esboço, agreste e vivo!
De assim, tão vivo o ver, logo o protejo
Quer passe, quer não passe, pelo crivo
De quem julgue que eu própria o não cotejo
- embora em gesto quase intuitivo... -
Enquanto o vou escrevendo, se o desejo
Como sempre o desejo; sensitivo,
Ritmado - francamente! - e, como o Tejo,
Valente, renovado e compulsivo...
Maria João Brito de Sousa - 08.09.2016 - 13.48h
Imagem da nascente do Tejo, serra de Albarracín
Os desejos são, de facto, como mares. Muito bonito.
ResponderEliminarPeço desculpa, Fazshion, mas só agora reparei que não tinha re-formatado este soneto, devia estar muito difícil de ler... ficam sempre com letras escuras, quando os retiro directamente dos ficheiros Word...
EliminarSim, é fácil compará-los a mares e é uma comparação que acontece muito naturalmente quando escrevo poesia...obrigada!
Beijinho!
“Encontrei”
ResponderEliminarEu encontrei o kaizen
À porta da mercearia
Ele vai, por vezes vem
Mas há muito que o não via
Trouxe-me novas do Japão
Explicou-me o dia a dia
Continuou a digressão
Disse-me qu'era a melhoria
E eu fiquei elucidado
No meu espírito fez-se luz
E senti que o merecia
Com o kaizen incorporado
À melhoria eu fiz juz
Agora é a filosofia.
EliminarTambém eu!
(sonetilho de dupla coda)
Encontrei a poesia
No meu berço de menina,
Quando ainda mal sabia
Quanto ela nos ensina
E, mais tarde encontraria,
Ideais... não sei se sina...
Logo a el`s me agarraria,
Desde muito pequenina,
Porquanto uma luz crescente
Se acendeu na minha vida
E, quando era adolescente,
Já brilhava decidida...
Pena foi que eu, pontualmente,
Dela ficasse esquecida
E em vez de seguir em frente,
Nem olhando a chama erguida,
Me tornasse negligente
E só velha e esmorecida
Reparasse finalmente
Na chama reacendida...
Maria João
Cá vai , Poeta, com um grande abraço!!!
"Mais vale tarde, que nunca!"
EliminarContinuem a versejar os vossos anseios.
Gosto sempre de ler, e meditar o que e sobre que escrevem.
Parabéns.
Francisco
Muito obrigada, Francisco!
EliminarÉ um hábito que já vai longo, este, das conversas poéticas entre mim e o Poeta Zarolho...
Fraterno abraço!