GLOSANDO O POETA CARLOS FRAGATA IV
FINALMENTE
Olho a foto, revejo aquele rosto
Pejado de certezas e de planos,
Confiante nos seus dezoito anos,
Sem uma ruga ou marca de desgosto...
Agradando a gregos e troianos,
Bem com a vida, sempre bem disposto
Mas, diferente do que era suposto,
Seus feitos foram sempre medianos.
Tem já quarenta anos, essa imagem...
Uma vida passou e só agora
Cheguei ao melhor porto da viagem.
Felicidade, chegaste na hora
Em que estava perdendo a coragem
De amar alguém, tal como amo agora!!
Carlos Fragata
DE PASSAGEM...
"Olho a foto, revejo aquele rosto"
De traços tão perfeitamente humanos
Que ainda que passassem muitos anos
Jamais se disporia a ser deposto...
"Agradando a gregos e troianos"
Nunca ninguém a vira e, como Agosto,
Toda era força e garra e chama e mosto,
E, se mistério tinha, era o de arcanos...
"Tem já quarenta anos, essa imagem..."
Ao fim de tanto tempo, inda não chora
Sempre que a vida a açoita... e tem coragem!
"Felicidade, chegaste na hora"
De lhe tocar um pouco... e de passagem,
Que é tempo, é quase tempo de ir-se embora.
Maria João Brito de Sousa - 29.09.2016 - 20.21h
Chá satisfeito.
ResponderEliminarVou ver o Chá, Poeta!
Eliminar“Parqueados”
ResponderEliminarO parque é dos poetas
Esculpidos em cantaria
Por lá passam os atletas
Mas não escutam a poesia
Em tempos houve profetas
Mas esgotaram a profecia
As mentes andam repletas
Com tralha do dia a dia
E no parque permanecem
Com a alma empedernida
Estes os vultos de outrora
Todos eles se entristecem
Por ver-nos assim sem vida
No parque em que estamos agora.
Se não escuta, o nobre atleta
EliminarQuando passa de corrida,
Também o pétreo poeta
O não vê, por não ter vida...
Ainda não estou esquecida,
Mas sei como ser discreta
E não estou desprevenida
Quanto às versões de um profeta;
Sei que esses vultos de outrora
Muito, muito se esforçaram
Pr`a que os poetas de agora
Soubessem por que lutaram
Antes de se irem embora;
Essas pedras mo lembraram...
Maria João
Que tenha sido boa, a visita ao Parque dos Poetas, Poeta!
Abraço grande!