GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VI
DE VENTO.....A BRISA
Fui vento, nesse dia do passado
E para te alcançar soprei um beijo
Em aroma de lima. Perfumado
Com a verde esperança do desejo
E esse vento que fui , te fez legado
E em sopros fez de ti, águas do Tejo
Que correram pra mim , por todo o lado
Dos meus campos de amor, fizeram brejo
Fui vento de frescura no Verão
No teu mar bebi, águas de paixão
E amanheci submersa de certezas
No Outono que já sou, sou subtil brisa
Que entardece serena, sem divisa
Em douradas espigas de incertezas
Maria da Encarnaçao Alexandre
13/09/2016
NEM SEMPRE BRISA, NEM SEMPRE TEMPORAL...
"Fui vento, nesse dia do passado"
Em que esqueci pretérito e futuros,
Ficando, o fruto em mim, condicionado
Ao espaço conquistado entre os teus muros
"E esse vento que fui, te fez legado"
De um beijo que recordo entre os mais puros
De quanto beijo tenha sido dado
Entre dois jovens frágeis, inseguros...
"Fui vento de frescura no Verão",
Mas... fazendo cedência à tentação,
Transmutei-me, exaltada, em ventania...
"No Outono que já sou, sou subtil brisa"
Que a si mesma se doma e se ajuíza
Segundo as leis da Vida e da Harmonia..
Maria João Brito de Sousa - 15.09.2016 - 15.09h
“Convulsão”
ResponderEliminarE a vida não termina
A cada passo infinito
Sendo vida que germina
Ao escutar-se cada grito
A preto e branco colorida
Anda ainda em convulsão
Outras côres terá a vida
Mas aguarda a decisão
É assunto primordial
Não pode ser decidido
Por humana consciência
Sendo a vida universal
O tribunal incumbido
Está acima da existência.
Não, Poeta, não vai ser
EliminarHoje, amanhã, nem depois
Que essa vida vai morrer,
Pois bem sabemos, os dois,
Que há que a Vida conceber,
Talvez à luz de outros sóis
Onde possa acontecer
Muito além de onde a constróis...
Falo da própria existência,
Ao falar de modo tal
A mencionar, com consciência,
Esse imenso tribunal
Que só ganha consistência
Se o entendo universal...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço grande de sempre!
atrevimento
Eliminarnão pretendo atrever-me
que ainda agora cheguei,
receio enlouquecer-me
escrevendo o que não sei
mas tanta graça encontrei
nestes brejeiros poetas
que logo me interessei
em mandar algumas tretas
desculpem o atrevimento
de me meter de permeio
sem ter o consentimento
para armar tanto paleio
são coisas que acontecem
quando falamos de mais
e as palavras não se esquecem
quando são puras, leais.
Espero aqui voltar
Se não for aborrecido
Pois só volta a regressar
Quem nunca foi despedido.
(batista_oliveira – 07/10/16)
CONVITE e uma saudação de boas-vindas
EliminarFica, pr`a já, convidado
A entrar, que a casa é sua
E um poema aqui usado
Nunca vai parar à rua;
Fica bem acompanhado
Porque em mil versos se estua
Um poema "bem esgalhado"
Que até pode uivar à lua...
Por cá, de tudo se fala,
Que é excelente a companhia
Para quem traga "na mala"
O calor da fantasia,
Uma voz que ninguém cala
E um pouco de Poesia!
Maria João
Seja bem-vindo, amigo Batista Oliveira!