GLOSANDO O POETA MATOS SERRA

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ANSEIOS DE LIBERDADE (II)


 


 


Quem me dera ser livre como o vento
que circula p’las faldas da montanha…
subir, pela razão, ao firmamento.
E que a minha visão fosse tamanha…





que pudesse dotar-me o pensamento
da força e da vontade que acompanha,
que permite, sustenta e dá alento
como a um bom soldado na campanha!...





Que o ser humano é livre p’lo saber,
p’lo querer, pela razão, pela vontade
e p’la capacidade em descernir…





É pela consonância do meu ser
com os livres caminhos da verdade
que, eu, livre… traço o plano ao meu agir.





Matos Serra








SER LIVRE








"Quem me dera ser livre como o vento"


Que sopra por soprar, não recuando,


E apenas suave sopro e lento, lento,


Me roçasse ao de leve, de tão brando





"Que pudesse dotar-me o pensamento"


De sopro tal que, nunca me domando,


Engenho me insuflasse e mais talento


Ao pouco que em talento vos vou dando...


 


"Que o ser humano é livre pl`o saber",


Se no saber confia e, não vergando,


O expressa na palavra e nas acções...


 


"É pela consonância do meu ser"


Que, mais e mais, me irei consolidando,


(Re)construída desde as fundações...


 


 


Maria João Brito de Sousa - 05.0.2016 - 12.22h


 

Comentários

  1. “Não abuses”

    ONUses e obuses
    Alcatraz e alcatruzes
    Assaltantes sem capuzes
    A mim não me seduzes
    E a fome não reduzes
    Resultados não produzes
    E com a eleição à porta
    Sondagem pode nascer torta.

    Zé da Ponte

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    Respostas
    1. Obuses e arcabuses,
      Mais um bando de avestruzes
      E uns cruzados com cruzes...
      Digo, à febre; - Não abuses,
      Vai-te embora, inda me induzes
      Num delírio de ver luzes!
      Por favor não te recuses
      Senão perco o que me resta,
      Só sobra o que menos presta...

      Maria João

      Vou já à Ponte, Poeta! Abraço!

      Eliminar
  2. Respostas
    1. O soneto "Anseios de Liberdade" é do poeta Matos Serra, Fashion!

      Também gosto muito!!!

      Beijinho!

      Eliminar
  3. “B(l)ackyard”

    People are like people
    Roses in the b(l)ackyard too
    Blue sky goes even darker
    When souls are breaking through
    They stay, they look and don’t feel
    Any emotional rescue
    To leave is not the answer
    And the roses are for you.

    Zé da Ponte

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Thank you for those roses
      - I hope they have roots... -
      `Cause people have noses
      To smell them, not boots
      To step on that flowers...
      Don`t wish me more powers;
      I don`t have a clue...

      Maria João

      Abraço, Poeta!

      Eliminar
  4. “Jardim negro”

    Pessoas são imagens de si próprias
    No jardim negro as rosas também
    E o céu azul escurece
    Enquanto as almas se desfazem
    Ficam, olham mas não sentem
    Qualquer apoio emocional
    Mas partir não é solução
    E as rosas são para elas.

    Zé da Ponte

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tudo é mais ou menos efémero...

      Pessoas são... pessoas; rosas, rosas
      E o céu já escureceu por ser Inverno...
      Almas, não se desfazem; são porosas
      E não há nada, mesmo nada, eterno...


      Maria João

      Bom dia, Poeta! Deixo um abraço grande!

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