GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XV
Do fogo do horizonte inspirei luz
Que na noite me aquece e me conduz
Por imagens e sonhos em bailados
"Despeço-me do sol que se anoitece"
Sempre em serenidade, como um rogo,
Vendo como se esconde e desvanece
Na linha de horizonte, aceso em fogo...
"Na calma da penumbra calo e afogo"
Esse eco que, de dia, me abastece...
Faz-se silêncio, enfim, que ao fim do jogo
Tão só se espera que outro recomece...
"Do fogo do horizonte inspirei luz"
E, para o compensar, dela repus
Quanto de luminoso havia em mim...
"Deixo-me adormecer em tal quimera",
Iluminando ainda e sempre à espera
Que o grande, imenso jogo, alcance um fim...
Maria João Brito de Sousa -26.10.2016 - 13.57h
Nota - Ambos os sonetos estão escritos em decassílabo heróico.
Adoro esse quadro e, como sempre, gostei muito dos poemas. beijinhos
ResponderEliminarOlá, Fashion!
EliminarTambém gosto muito deste "Ronda da Noite"!
Quanto aos poemas, agradeço-lhe por mim e pela poetisa Maria da Encarnação Alexandre... mas não me pergunte por que razão ficaram as letras tão pequeninas e sublinhadas; não faço a menor ideia! Configurei e reconfigurei os poemas até ficar tão cansada que estive quase a enviá-lo para os "cafundós" dos rascunhos...
Beijinhos!
“Still there”
ResponderEliminarI still exist
No longer a soul
But still a life
Hope you understand
This new state of myself
Maybe after a while
My soul finds the way
Back to me.
Zé da ponte
Whatever you say
EliminarI`ll have to respect you...
If you find your way,
I`m findining mine, too...
Maria João
“Alma alheada”
ResponderEliminarSigo a existência
De alma ausente
Vida presente
Alguns têm em mente
Este modo de sentir
Talvez em breve
Alma encontre o caminho
De volta a mim.
Zé da Ponte