GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXV
IMPÔS-SE A RAZÃO ACIMA DAS RAZÕES
Houve no céu farrapos escurecidos
Que calaram o sol com a cortina
Que desceu sobre os dias então idos
Sem haver neles débil lamparina
E foram dias, meses, tão temidos
Sem neles perceber luz cristalina
Asfixiando medos e gemidos
Que este fogo ateavam em surdina
E quantos mais passavam mais queimava
Mais me faziam triste e me inflamava
Ateando em mim a chama da razão
Porém, porque a razão se impôs acima
De todas as razões, um raio anima
E brilhou de luz plena de clarão
MEA
24/11/2016
DEPOIS DA TEMPESTADE...
"Houve no céu farrapos escurecidos"
E calaram-se as musas que, assustadas,
Procuravam seus versos diluídos
No vapor dessas nuvens tão cerradas.
"E foram dias, meses, tão temidos"
E foram tantas noites acordadas
Que os versos lhes murcharam, já esquecidos,
E as rimas se renderam, já cansadas.
"E quantos mais passavam, mais queimava"
Aquela frustração que as dominava
Depois de tanto os procurar em vão,
"Porém, porque a razão se impôs acima",
O Sol voltou a expor-se em cada rima
Dos versos semeados pelo chão.
Maria João Brito de Sousa - 25.11.2016 -11.24h
Lindo, lindo!!!
ResponderEliminar:) Obrigada, Fashion, pelo que cabe ao meu sonetoglosador!
EliminarSão os dois belos, mas o seu tem uma sensibilidade diferente
EliminarPenso que somos muito complementares no nossos sonetos, eu e a MEA... talvez por isso mesmo me seja tão difícil não lhos glosar a todos,ou quase todos...
EliminarPenso que somos muito complementares no nossos sonetos, eu e a MEA... talvez por isso mesmo me seja tão difícil não lhos glosar a todos,ou quase todos...
EliminarNota-se essa complementaridade. são ambos lindos.
Eliminar“Grande irmão”
ResponderEliminarSe vejo um zero à esquerda
Que vai ele acrescentar
Mas não registo uma perda
Se disser veio p’ra ficar
Ninguém nos está a ver
A não o grande irmão
Que nunca irá perder
Todos os zeros do milhão.
Zé da Ponte
É grande e seus aliados
Eliminar(sem coluna vertebral...)
Andam muito azafamados
A espiar o seu igual,
Mas não passam de uns coitados
Que acreditam ser normal
Espiar por todos os lados,
Num "espianço" universal!
Quanto aos zeros do milhão,
Que os guarde no "migalheiro"
Porque os não transforma em pão
Quando espia a tempo inteiro,
O pequeno/grande irmão
Que se empanturra em dinheiro.
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
“Les nuages”
ResponderEliminarIl fraudrait quelques fois
Arriver a tout le monde
À partir des nuages
Et maintenant la surprise
Les nuages viennent d’’arriver
Et tout le monde a comprise
La revolution de ce future
Sans qu’il pareil trop dure.
Zé da Ponte
Sans doute la pollution
EliminarApportée par les avions
Et par les automobiles
Nous font devenir fragiles...
Mais quelle est la sollution?
Maria João
Outro abraço, Poeta!