GLOSANDO NATÁLIA CORREIA
SOBE O PANO
Onde se solta o estrangulado grito,
Humaniza-se a vida e sobe o pano.
Chegam aparições dóceis ao rito
Vindas do fosso mais fundo do humano.
Ilumina-se a cena e é soberano,
No palco, o real oculto no conflito.
É tragédia? É comédia? É, por engano,
O sequestro de um deus num barro aflito?
É o teatro: a magia que descobre
O rosto que a cara do homem cobre
E reflectidos no teu espelho - o actor -
Os teus fantasmas levam-te pr`a onde
O tempo puro que te corresponde
Entre as horas ardidas está em flor.
Natália Correia.
DESCE O PANO
"Onde se solta o estrangulado grito"
Das algemadas mãos do desengano,
Redobra em esforço insano, o ser constricto,
Que actua, invicto, até que caia o pano.
"Ilumina-se a cena e é soberano"
O esforço (des)humano. Eu acredito
Porquanto a fundo o fito, em"mano a mano",
Qual de nós mais tirano... ou mais aflito...
"É o teatro: a magia que descobre"
O primeiro a esvair-se, o que se dobre,
Sobre esse seu reflexo - outro, afinal... -
"Os teus fantasmas levam-te pr`a onde"
Nem mesmo esse reflexo te responde...
Desce o pano. O fantasma era o real.
Maria João Brito de Sousa -13.11.2016 -19.18
“Endless river”
ResponderEliminarEndless river
Brings all the dreams
I look towards them
Among crossing the bridge
But in a moment of distraction
I looked straight at the flow
And the endless river
Took me all the dreams.
Zé da Ponte
EliminarEndless rivers go wherever
Your imaginations goes...
They`re alone but flow together
Just like every river flows...
Do exactly what it does
And I believe you`ll be better;
Put yourself up, stretch your toes,
Run, no matter what... no matter...
Why in hell it washed away
All your dreams...that I can`t say...
Maybe you can answer me,
Or - who knows'? - you never knew
That old rivers allways flew
In a rush, but quietly...
Maria João
Bom dia, Poeta!Segue com o meu abraço!
Lindoss!!!!
ResponderEliminarObrigada, Fashion!
EliminarBjo!
“Rio infinito”
ResponderEliminarRio infinito
Que trazes todos os sonhos
Quando olho para eles
Enquanto atravesso a ponte
Num momento de distracção
Observo teu leito que corre
E tu rio infinito
Levas todos os sonhos.
Zé da Ponte