AUTOR/LEITOR
(leitura)
*
... e depois das discórdias, dos consensos
da carne alvoroçada e dos sentidos,
sobraram-me alguns versos embutidos
em mim, que ainda os sonho e sempre imensos...
*
Vibram estirados estes versos tensos,
arcos de besta em tiro distendidos,
que apenas olhos, gastos, consumidos,
não varam nevoeiros, quando densos
*
Mas, melhor vendo um verso do que nada,
mais retesam a corda já estirada
entre autor e leitor. Sempre nós dois
*
No centro da tensão já consumada
sobre um verso qualquer, na balaustrada
deste nem-sei-o-quê que vem depois.
*
Maria João Brito de Sousa - 12.12.2016 - 14.39h
Ainda bem que sobram sempre os versos! Muito suave e penetrante, este poema. Gostei muito do filme da imagem. Beijinhos e festinha
ResponderEliminarObrigada, Fashion!
EliminarSobram e eu já deixei ficar "para trás" muitos sonetos, que já nem sei quais são... vou ter de ver se os encontro nos ficheiros, mas sei que são muitos...
Beijinho!
“Dança das bruxas”
ResponderEliminarNesta noite lapidar
Tod’a minha gente dança
Podem não saber cantar
Mas pulam com confiança
Com o fémur a dar a dar
Rodopiam as costelas
Não nos querem assustar
Quando batem às janelas
Passeando em magote
Após a dança terminar
Vão pedindo gostosuras
Deixam tudo num virote
E a quem lhas recusar
Oferecem as travessuras.
Prof Eta
Eu nunca participei
EliminarDessas noitadas festivas;
Nunca cantei, nem dancei
Junto dos outros convivas...
Halloween de bruxas vivas,
Ouvi falar, bem o sei,
Dentre as festas rotativas,
A de que menos gostei...
Divertido, pr´a quem gosta
De tão grandes aventuras;;
Fica "a malta"bem disposta
E esquece as uas agruras
Fazendo uma grande aposta
Nos "doces ou travessuras".
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!