DIALOGANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE III
CARÍCIA QUE ACALENTA
É tão cedo que o sol ainda dorme
Numa cama só feita de luar
Macia e tão branca, catre enorme
Sobre as nuvens cinzentas lá no ar
Espreguiça-se então lento e ramiforme
E num sorriso breve faz-me olhar
Pró horizonte belo e cordiforme
Anunciando então seu acordar
Aos poucos se reforça de calor
Beijando cada rosto com ardor
Em suave carícia que acalenta
Quando cansado volta a adormecer
Qual criança num sono de prazer
Porém sem ele há frio que atormenta
MEA
9/12/2016
PRELÚDIO(S)
Não há maior carícia do que o beijo
De um verso inesperado a despontar
Deste limbo sem nome em que o protejo,
Tranformando em soneto o meu pensar,
Fluindo, acrescentando-se ao "meu" Tejo,
Fazendo-me correr sem vacilar
Ao encontro do verbo e do solfejo
Que alguma Musa errante ousou soltar...
Pr`alguns, não faz sentido, eu bem o sei,
Mas como o calarei, se o exp`rimentei
Como a mais tentadora das carícias
Desta já longa vida? E negarei
Que mais me tenta aquel`que nem provei,
Mas que virá depois dar-se em primícias?
Maria João Brito de Sousa - 10.12.2016 - 11.52h
Que belas carícias!
ResponderEliminar:) Obrigada, Fashion!
EliminarChá estranho.
ResponderEliminarVou ver, Poeta, esse estranho Chá...
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