GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XIV
PEDRAS NO MEU CAMINHO
Na estrada onde caminho, no meu trilho
Há pedras que se soltam na passagem
Contudo não me servem de espartilho
E prossigo serena na viagem
Delas faço um castelo, sem caixilho,
Sem portas, sem janelas, sem ferragem
Para que nada seja um empecilho
Aos ventos que me trazem nova aragem
E das pedras que sobram orno leiras
Onde extasio o olhar de tais canseiras
Que ficam das pedras afastar
Pra que não se duvide deixo aviso
Neste castelo que é meu paraíso
Somente eu poderei pra lá entrar
Maria da Encarnação Alexandre
18/10/2016
UM SONETO, PEDRA A PEDRA
"Na estrada onde caminho, no meu trilho"
Tão solitário, inóspito e selvagem,
Há mil pedras que esculpo e que partilho,
Moldando cada pedra à vossa imagem...
"Delas faço um castelo, sem caixilho,"
Mas deixo sempre aberta uma passagem
Pr´a que possa acender-se algum rastilho
Que faça vislumbrar nova mensagem
"E das pedras que sobram, orno leiras",
Procuro, em vez de estradas, as pedreiras
Em que possa encontrar matéria-prima...
"Pra que não se duvide deixo aviso";
Em cada pedra encontro o que é preciso
Para erguer um castelo em cada cada rima...
Maria João Brito de Sousa - 20.10.2016 - 10.52h
Que lindos Castelos!! beijinhos e festinha
ResponderEliminarObrigada, Fashion!
EliminarChá da pessoa.
ResponderEliminarA este Chá é que chego mesmo muito atrasada, peço desculpa, Poeta, mas tenho a caixa de correio tão cheia que só agora o descubro...
Eliminar“Pós-verdade”
ResponderEliminarQuando a verdade escasseia
Na era da pós-modernidade
Logo a mentira campeia
E se assume como verdade
Acreditas naquilo que vês
Naquilo que ouves também
Muito mais naquilo que lês
Sem questionar mais além
Tens a mente desligada
Tens o espírito poluído
Tua alma foi arrastada
Tua razão viu-se abalada
Já não procuras o sentido
Pensas nas não existe nada.
No Reino do Faz-de-Conta
EliminarEscasseia e vem mascarada
Com trajes de Carnaval;
Muitos a julgam normal,
Mas não nos serve pr`a nada
A verdade assim trajada
Com roupagem desleal
E, por vezes ocultada,
Numa mentira ideal...
Quem sofra de miopia
Do foro conceptual,
Ou cai nela ou se "avaria"
Conceptualizando mal,
Porque a absorve à revelia
De tudo o que for real...
Maria João
Cá vai, Poeta, com um abraço grande e os votos de um bom fim-de- semana!