GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXIV

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QUERO UM POEMA DE AMOR


 


Hoje quero um poema só de amor


Que me fale de beijos e carícias 


Que me dê seus prazeres sem pudor


Que satisfaça em mim suas malícias 


 


Que faça de mim escrava com ardor


Que torture inteira de delícias 


Que me dê seu agrado protector


Sem tortura, castigos nem sevícias 


 


Quero apenas sentir nele a emoção 


De quem se dá completo de paixão 


Quero sorver venturas e alegria 


 


Hoje quero um poema pra espalhar


Toda a felicidade que é amar


Conjugada de afecto e harmonia


 


 


MEA


24/11/2016





PALAVRA E CONCEITOS





"Hoje quero um poema só de amor",


Um poema de beijos, de paixões,


De projectos a dois, desse furor


Repleto de desejo e transgressões,





"Que faça de mim escrava com ardor"


- de mim, que hoje abomino escravidões... -,


Tão dócil quanto ovelha de pastor,


Tão frágil que sucumba às tentações...





"Quero apenas sentir nele emoção",


Esquecer a mais premente compulsão


Da palavra poética abrangente;





"Hoje quero um poema pra espalhar"


Urgências que me esqueço de lembrar


Porque a paixão da escrita é mais premente...





Maria João Brito de Sousa - 24.11.2016 - 11.07h


 


 

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