PARA TE AMAR, POEMA II

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Para te amar, soneto, ou por te amar,


Empunho a espada do meu livre arbítrio,


E ergo o meu escudo a quem tentar estocar


Teu coração pulsante, honesto e vítreo.





Razões não tenho, nem posso afirmar


Que estás a salvo, que é seguro o sítio


Erguido a pulso pr`a te resguardar,


Ou que é de aço esta espada, quando é lítio...





Hesitarás, portanto, em confiar-te


Às mãos de uma tão frágil defensora


Que nada tem pr` além de "engenho e de arte",





Mas... que posso fazer? Indo-me embora,


Quem mais daria a vida pr`a cantar-te?


Que outra, assim, loucamente, te (e)namora?








Maria João Brito de Sousa - 26.12.2016 - 15.44h

Comentários

  1. “Espiral de loucura”

    A espiral anda à procura
    Sem qualquer preconceito
    Duma parte da loucura
    Ou toda a que tem direito

    Sobe de tom na pesquisa
    Atropelando toda a gente
    E nem tão pouco suaviza
    Se a olham como demente

    Cansada por um instante
    Mas logo retoma o fulgor
    A nossa irrequieta espiral

    Por fim sente-se importante
    Quando a encontra faz furor
    Assumindo a loucura total.

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    Respostas
    1. Anda este mundo enrolado
      Numa espiral de loucura
      Onde fica encurralado
      Parecendo nem ter cura,

      Não escapa o refugiado,
      Nem lhe escapa o que à cultura
      Se dedica, apaixonado...
      Ninguém escapa!Que tortura!

      De excesso de informação
      Manipulada, eu bem sei,
      Se gera a "espiralação"

      Que arrebata toda a grei
      Nessa imensa confusão
      Que não tem roque, nem lei...

      Maria João

      Aqui vai, Poeta, embora eu saiba que algumas "bússolas" - poucas, infelizmente -ainda vão funcionando muito bem. Abraço grande!

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