CICLO(S)

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 GLOSANDO ULISSES DUARTE


 


"Lentamente a lua empalidece
Uma gaivota desce pela bruma...
Não tarda muito tempo, a vida aquece
Até que a tarde venha e se consuma"





Ulisses Duarte





(Estrofe retirada da compilação "Memórias", feita pelo poeta Albertino Galvão)









CICLO(S)


 


 


"Lentamente a lua empalidece"


Dizendo adeus às casas que, uma a uma,


Esperam que ela esmoreça e que se suma


No mais azul de um céu que nunca a esquece...


 


"Uma gaivota desce pela bruma (...)",


Saúda o Sol nascente e permanece


Até que o dia abrace o que conhece;


A areia, onde ela beija um mar de espuma...


 


"Não tarda muito tempo, a vida aquece",


E toda a Natureza se abastece


Conforme um novo dia reassuma





"Até que a tarde venha e se consuma"


E, nesse infindo ciclo, recomece


Outro reino; o lunar, que aos sonhos tece...


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 04.09.2016 - 12.43h


 


 


 

Comentários

  1. “Verdades em movimento”

    Coisas simples e banais
    Deixadas ao sentimento
    Verdades fundamentais
    Perpetuam o movimento

    Fogem a factos ancestrais
    Sem obter consentimento
    Entram em zonas irreais
    Desprezam o fundamento

    Pós-verdade é aceitável
    E não muito mais que isso
    Pois com certeza tropeça

    Numa verdade irrealizável
    Que foge ao compromisso
    Lá onde a mentira começa.

    Prof Eta

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    1. Ai, Poeta! Este seu sonetilho ia-me "escapando"... penso que a esta hora já dormia sentada ao computador...

      Demasiado movimento,
      Gera angústia, pode crer;
      Anda a verdade no vento,
      Mas ninguém a pode ver,

      Que o "olho crítico" é lento,
      Requer tempo pr`a escolher,
      Fica, às tantas, desatento
      Já nem nem sabe o que há-de ler...

      Intrusões e desrespeitos
      À nossa privacidade,
      Marcam pontos, são eleitos

      Dos céus da banalidade
      E ao que assuma alguns defeitos
      Mil lhe acrescenta, o que invade...

      Maria João

      Cá vai, com outro braço grande!

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  2. “Das guerras ou da paz”

    Se a guerra conduz à paz
    Fazei um mundo em guerra
    Porque essa certeza no traz
    Depressa a paz na terra

    Não interessam diamantes
    Nem jazidas de ouro negro
    Nada será como dantes
    Haverá paz e desapego

    A riqueza a cavalgar
    Será coisa do passado
    Sem deixar reminiscência

    Se o que estou a falar
    Não produzir o resultado
    Procurai a incongruência.

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    Respostas
    1. Estou certa de que bem sabe
      Que alto preço o Homem paga
      Antes que a guerra se acabe,
      Quando emerge e se propaga...

      Como Einstei, também direi;
      No que respeita à Terceira,
      Jamais me pronunciarei,
      Mas, quanto à Quarta, me "cheira"

      Que será feita "à pedrada"
      Porque não sobrou mais nada,
      Senão uns homens dispersos

      Pela Terra desolada
      Quando, enfim, for terminada;
      Morrerão mais de dois terços.

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Cá vai, com o abraço de todos osdias, Poeta!

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