O GRANDE BANQUETE DO SONETO

casa em ruinas.jpg


 


 


 


                     - Convite -





Bem-vindas ao soneto, ó ruas velhas,


Ó portas antiquíssimas, ó escadas,


Ó casas pela vida abandonadas,


Ó telhados sem gatos e sem telhas;





É entrar, ó banheiras que sois selhas,


Ó janelas sem vidros, nem portadas,


Ó cortinas de tela, empoeiradas,


Ó espelho ainda inteiro que me espelhas!





É entrar verso a verso e com cuidado


Na estrofe que vos cedo por momentos,


Que eu tenho a mesa posta e colocado





Sobre a condicional dos meus intentos,


Prontinho, à vossa espera, o meu teclado,


E ao abrigo de um sonho, os meus talentos.








Maria João Brito de Sousa - 12.01.2017 -19.22h


 

Comentários

  1. Maravilhoso, fiquei com lágrimas nos olhos. beijinhos

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    Respostas
    1. Ah, veio ao meu Banquete do Soneto!

      É uma faceta experimental e algo dramatizada do soneto, em termos de conteúdo, porque a forma é a do decassílabo heróico... as "meninas dos meus olhos" é que não têm estado muito cooperantes, mas talvez um dia venha a retomar esta experiência mais dramatizada...

      Beijinho e festinha para o Lírio!

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