GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XL
ÁGUAS
Águas da chuva são belos brilhantes
Delicados e frágeis a brilhar
Em gotas transparentes, cintilantes
Numa cama de flores, a sonhar
As águas do mar são ondas gigantes
Na imensidão perdida do olhar
Feitas de vento e sal, que estonteantes
No areal se permitem descansar
Águas do rio são leito de jovem
Que em seu curso a embalam e se movem
Como se fora berço confortante
As águas do granizo, sei que são
Em pérolas os sonhos de paixão
Dum cavaleiro audaz belo e galante
MEA
9/02/2017
ÁGUAS, TAMBÉM...
"Águas da chuva são belos brilhantes"
São transparentes lágrimas sem choro,
Ou névoas que, não qu`rendo estar distantes,
Se juntam pr`a formar límpido soro.
"Águas do mar são ondas gigantes"
Que vejo junto à costa, se demoro
Os olhos qu`inda as vêem como dantes
Desde o tempo distante em que hoje moro.
"Águas do rio são leito de jovem",
Pois também se evaporam, depois chovem
Pr`a, novamente, ao rio se irem juntando.
"As águas de granizo sei que são",
Não mais que a simples cristalização
Dessa mesma água, assim que for gelando...
Maria João Brito de Sousa -15.02.2017 -20.08h
Lindos,lindos e lindos. beijinhos e festinhas
ResponderEliminarObrigada,Fashion.
EliminarVou já até aí!
“Submundos”
ResponderEliminarO mundo são submundos
E submundos deles também
Apenas saberes profundos
Permitirão ir mais além
São inúmeros os avisos
Estamos todos avisados
Somos óptimos nos juízos
Não nos apraz ser julgados
E na arte de desagradar
Damos cartas no universo
Fica um odor sulfuroso
Somos mestres a insinuar
No assunto mais diverso
É universalmente odioso.
Prof Eta
Talvez não haja outra forma
EliminarDe explicá-lo e de entendê-lo,
Por isso se tornou norma
Dividi-lo, pr`a sabê-lo...
Eu, nada bem me encontrando,
Nem sequer me atrevo já
A ir respostas achando
Sem sequer saber se as há,
Que até eu tenho fronteiras
No que à escrita diz respeito
E, pr`a não dizer asneiras,
- porque asneiras nunca aceito-
Cubro os olhos com viseiras,
Recolho mais cedo ao leito.
Maria João
Aqui vai, abominavelmente "martelado", o sonetilho possível, Poeta. Não sei quando voltarei a estar em condições de escrever, porque, a par do problema de redução da acuidade visual, estou mesmo na maior "fase de pousio" que tive ao longo destes últimos dez anos de produção contínua.
Abraço grande.
Caríssima poetisa, havia tempo que aqui não participava, mas nunca me esqueço de ler seus belos poemas, neste caso, sonetos. Esta é mais uma bela glosa doutro belo soneto. Procurarei interagir mais vezes, se possível, mas a minha atividade de médico a tempo inteiro ocupa-me os dias.
ResponderEliminarHoje, particularmente, venho dizer-lhe que glosei no meu blogue, um seu soneto publicado em 2008. Espero não a desiludir, já que tal não foi minha pretensão.
Se desejar, também o poderei apagar do blogue, já que não lhe pedi autorização prévia para tal glosa.
Mais uma vez, os meus sinceros parabéns pelo seu trabalho poético que continuarei a seguir enquanto puder. Imitá-la posso tentar, mas jamais lhe chegarei aos calcanhares.
Felicidades e muita saúde.
Caro Batista Oliveira,
Eliminarfico-lhe muito grata, tanto por saber que os meus sonetos lhe agradam, quanto pelo facto de um deles lhe ter merecido uma glosa. Visitá-lo-ei imediatamente a seguir a deixar-lhe, aqui, estas palavras.
Infelizmente não tenho actualizado diariamente os meus sonetos, por me encontrar numa daquelas fases "de pousio" que habitualmente acompanham a produção de quase todos os poetas. Apenas posso falar pelo exemplo dos muitos poetas com quem convivi ao longo da minha infância e adolescência, mas penso que tenham sido os suficientes para poder generalizar e tomar por comuns estes períodos de vazio criativo. Pena é que, no presente caso, o dito "pousio" esteja a ser-me induzido por uma extrema redução da acuidade visual. Em tempos, uma acentuada redução da destreza, da força muscular e da amplitude gestual foram suficientemente fortes para me afastar do desenho e da pintura. Espero que esta situação, que acredito vir a ser reversível, se não tenha de prolongar por muito mais tempo e continuo a aguardar a consulta de oftalmologia que está pedida há mais de um ano e que, por sua vez, me conduzirá às listas de espera da cirurgia das cataratas. Entretanto, o desgaste psicológico provocado por mais esta limitação, tem-se mostrado duríssimo e implacável.
Grato e fraterno abraço.
Caríssima Maria João,
Eliminardesde já grato pela atenção. Compreendo a sua situação oftalmológica e lamento não ser oftalmologista (sou Internista/oncologista no HSO-Guimarães), pois com todo o gosto lhe tentaria resolver a situação de forma segura. As cataratas, que felizmente não tenho, apesar dos meus 64 anos, costumam ser resolvidas com cirurgia simples e praticamente eficaz. Lamento tanta espera, mas nos hospitais públicos há especialidades que são autênticas gaiolas douradas, onde difícil e atempadamente se consegue entrar. às vezes vale mais recorrer ao privado, se os preços não forem muito desajustados.
Espero que resolva a sua situação o melhor e mais rapidamente possível. Até lá vá fazendo o que e como puder, sem stress ou exigências...não será uma obrigação, mas um prazer.
Muita saúde e felicidades, bem merece.
De novo fico muito grata pelo seu cuidado, caro Batista Oliveira.
EliminarNo meu caso e sendo beneficiária do RSI, o recurso ao privado está completamente fora de questão. Terei de aguardar pois não tenho alternativa.
Outro fraterno abraço.