SEXTA, DIA 24...
É dia vinte e quatro, sexta-feira
De um mês que segue a esteira, mas tropeça,
Pois sempre recomeça na carteira
E, nesta sexta-feira, não começa...
Promessa que é promessa, sem rasteira,
Será de outra maneira que se apressa,
Assim que reconheça a sua asneira,
A ser mais verdadeira, pois confessa;
- Depressa, bem depressa, à dianteira,
Sairei da fronteira da promessa
Que nunca mais se apressa a dar-se inteira...
Talvez, segunda-feira, até te peça
Que o teu corpo se esqueça da canseira
Pra meter na carteira o que lhe interessa...
Maria João Brito de Sousa - 25.03.2017 -09.37h
("Brincando" com as angústias bem reais dos atrasos do RSI, em decassílabo heróico e rima cruzada...)
“Viagem improvável”
ResponderEliminarEstou aqui mas ausente
Numa viagem improvável
O futuro fez-se presente
Com resultado imponderável
Encaro o passado de frente
Sentido como inalienável
Pedra angula consistente
Duma construção memorável
Prosseguindo esta viagem
Por um caminho repleto
De esquinas indefinidas
Donde resulta a miragem
Deste percurso incompleto
Com experiências intuídas.
OUTRA VIAGEM ASSUSTADORA
EliminarPoeta, vou-lhe contar
Da paragem digestiva
Que julguei poder parar
Minha condição de viva;
Ontem, ao ir-me deitar,
Vi-me, de pronto, cativa
De uma dor de aos céus bradar,
Estomacal, cruel, activa...
Atum com arroz cozido
E em dose minimalista,
Bastou pr`a que tenha havido
Esta congestão sinistra
De alívio apenas sentido
Quando estava o sol à vista...
Maria João
Bom dia,Poeta. Desculpe-me esta narrativa poética tão terra-a-terra, mas , para além do sofrimento, foi uma situação tão assustadora que não consigo deixar de pensar no que senti durante esta noite e madrugada. Não sei como aconteceu porque jantei muito pouco e bastante cedo, mas o que é certo é que tive mesmo uma paragem de digestão e, se nunca teve nenhuma, dê-se por muito feliz. É uma experiência atroz,que não desejoa a ninguém.
Abraço grande.