GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XLV

digitalizar0009.jpg


 


 


FANTASIA, SONHOS E BRINQUEDOS


 


Há  fantasia, sonhos e brinquedos


Fundidos com amor e esperança


Alegria aventuras e segredos


Nos olhos inocentes da criança


 


E quando chora e grita com os medos


Nos seus olhos há gotas numa dança


Translúcida, que brotam quais torpedos


Até sentir de novo ar de bonança


 


Se na água do rio se vê espelhada


Tem nos olhos uma estrela desenhada


Que cintila nos risos que declama


 


Como sendo poemas, esses risos


Mágicos,  que se fazem de improvisos


Quando os seus olhos vêm quem ama


 


 


MEA


1/06/2017


 


A CURIOSIDADE INFANTIL


"Há fantasia, sonhos e brinquedos"


E essa curiosidade natural


Que, ao fervilhar nas pontas dos seus dedos,


Desvenda do complexo ao mais banal


 


"E quando chora e grita com os medos",


São esses choros coisa ocasional,


Porque logo se apagam nos folguedos


Que engendra pela casa, ou no quintal...


 


"Se na água do rio se vê espelhada",


Sobre ela se debruça extasiada,


Fantasiando sobre o que ali viu...


 


"Como sendo poemas, esses risos",


São seus? Serão reflexos imprecisos?


Foi ela ou foi a água quem sorriu?


 


 


Maria João Brito de Sousa -02.06.2016 - 10.36h


 


 

Comentários

  1. “Menos que nada”

    Ética é arte, é poesia
    Com sentido d’elevação
    Esquecida no dia a dia
    Em favor da corrupção

    Mas a ética não sabia
    Desta triste situação
    Por tal se comprometera
    Com os desígnios da nação

    E a nação não adivinhava
    Este divórcio acintoso
    A que a ética era forçada

    Assim a corrupção s’instalava
    E com seu sentido odioso
    Fazia da ética menos que nada.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É esquecida, ou confundida
      E ignorada a tempo inteiro,
      Tem vindo a ser espezinhada
      Pelo tolo mais "lampeiro"

      E feita em "menos que nada"
      Tentam dar-lhe um fim certeiro...
      (não sei vai ser granada,
      ou se um tiro de morteiro...)

      Poucos conseguem lembrá-la
      E ninguém quer entender
      Aquilo de que nos fala

      Mesmo que esteja a morrer
      Pois se alguém quiser escutá-la,
      Estará pronta a reviver...

      Maria João


      Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de todos os dias!

      Eliminar

  2. Cara amiga,
    Obrigado mais uma vez por me levar à infância dos meus amores!



    ETERNA INFÂNCIA DO AMOR


    Que saudades da minha bela infância!
    Muitas eram as noites de folguedos
    Ao observar a lua na distância
    E a ela contar todos os segredos.

    A noite emudecia a inocência
    Que morava no corpo de criança
    A descobrir do mundo a ciência
    Para viver em busca da esperança.

    Como é tão puro todo esse meu sonho!
    Todas essas lembranças, almanaque
    Agora aberto em livro de emoção.

    Hoje busco outro sonho e me proponho
    A amar, pois no meu ser há o desfalque
    Do amor no património da paixão.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sou eu quem lhe agradece a leitura dos dois sonetos - a do original, da Encarnação Alexandre, e a da minha glosa - , bem como o soneto "Eterna Infância do Amor", com o qual teve a gentileza de brindar esta minha publicação, poeta Adílio Belmonte.

      Um grato e fraterno abraço!

      Maria João

      Eliminar
  3. “Facas”

    Enquanto podes morre
    Esfaqueado, ou afim
    Se não puderes corre
    Talvez não seja o fim

    Alguma alma te socorre
    P’ra que vivas, enfim
    Sem que teu sangue jorre
    A ponte não fica carmim

    Pois à vida tens direito
    Por tanto nunca desistas
    De fazer fintas à morte

    Por esse caminho estreito
    Sinto as facas terroristas
    Esventrando a tua sorte.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Poeta, peço desculpa mas ontem, dia de consulta hospitalar,saí de casa às 07.30h e só regressei às 19.30h. Percalço atrás percalço, foram instaladas novas máquinas de distribuição de senhas de consulta, a minha médica faltou e, tanto quanto percebi, a máquina não registou a consulta, nem me "avisou" de que a médica não estava presente... ao fim de muitas horas de espera em vão, fui indagar sobre o que se passavae só então fui informada sobre o facto de a médica ter faltado e ter havidouma falha no registo. Depois marcaram-me para outro médico que, ao fim de mais umas tantas horas de espera, já tinha terminado o seu turno de trabalho. Só então recorreram a um terceiro médico que estava nas urgências e que ainda demorou mais algumas horas até poder atender-me. Como não tinha dinheiro, estive o dia inteiro em jejum, sentada nas cadeiras de pçástico e,no final, esperei mais duas horas pelo transporte dos bombeiros que contavam poderem ir-me buscar ainda da parte da manhã e que estavam, a essa hora tardia, ocupados com otransporte dos doentes de hemodiálise.
      Cheguei a casa ainda sob o efeito das gotas para a dilatação da pupila e completamente exausta. Nem sequer abri a minha caixa de correio electrónico.
      Por outro lado, o apoio que me foi dito que passaria a ser bimestral, não veio este mês , deixando-me numa situação desesperada.
      Neste momento, face ao conjunto e à acumulação de situações degrande instabilidade, nem sequer consigo pensar em escrever poesia. Aliás, nem mesmo consigo imaginar como será aminha vida a partir de hoje.

      Renovo o meu pedido de desculpas e envio-lhe o meu abraço de sempre.

      Eliminar
  4. “Que mente”

    Agora apetece-me ser
    Ao pulsar do coração
    Muito menos da razão
    E mais do que apetecer

    Sem que veja prescrever
    Qualquer anterior lição
    Pois a minha condição
    Já tende para esquecer

    Assim evolui a mente
    Em constante contradição
    Com o processo evolutivo

    Isto porque nos mente
    Já que chama evolução
    Ao processo degenerativo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Talvez sim...ou talvez não.
      A poesia do real,
      Cantada pela razão,
      É a mais bela, afinal;

      Reconhece a ilusão,
      Sabe que ela é desleal,
      Mas que cumpre uma função
      Que para a espécie é vital

      E, explorando essa questão,
      Descobre a razão total,
      Rejeita a superstição...

      Sigo nessa direcção
      Pois sei que não faço mal
      Em tomar tal decisão...

      Maria João

      Outro abraço grande, Poeta!





      Eliminar
  5. “Geometrias”

    Traça a geometria do amor
    Nunca a régua e esquadro
    Para alcançar seu esplendor
    Tens que sair do quadrado

    Não raras vezes existe dor
    Chega a distorcer o quadro
    No limite cria-se o horror
    Explodem bombas no adro

    Cabe tudo na mente humana
    Não há limite p’rá viciação
    Desta sociedade que profana

    Qualquer singular razão
    Assim de todos nós emana
    Um rastilho p´rá explosão.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Posso traçá-la a compasso,
      Ou muito espontaneamente,
      Mas não pedaço a pedaço,
      Traço atrás e traço à frente,

      Pois se acaso assim o faço
      E com traço intermitente,
      Todo o traçado desgraço;
      Fica-me o braço dormente

      E, assim, vai doendo o braço,
      Mas fica um traço decente...
      De qualquer forma o rechaço

      Porque estando assim, doente,
      Fujo ao erro, ao erro crasso,
      De um traçado intermitente.


      Maria João

      Bom dia, Poeta. Sei que "isto" está horrível e mais uma vez apenas "fala" daquilo por que tenho estado a passar nestes últimos tempos, mas foi tudo o que me ocorreu, assim, de repente... mesmo assim, fiquei já com os braços tão doridos como se tivesse andado a levantar pesos e halteres...

      Abraço grande!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas