O POEMA E EU

abraço escrito.jpg


 


Resposta a um amigo que me enviou um soneto por email


 


(Soneto em decassílabo heróico)


 


O Poema e Eu...

Eu, dos meus, serei sempre a terna amante,
A que se lhes entrega, a que é fiel,
Pois mal nos nasça um verso, de rompante,
Logo os mais vão surgindo, num tropel...

Assim me dei desde o primeiro instante
E assim me darei sempre. O meu papel,
No palco do poema, é ser constante
E cavalgar - sem sela... - esse corcel...

Um riso, um choro, um grito lancinante...
De tudo um pouco neste carrossel
Em que o verso galopa e, já distante,

Chama por mim se hesita o meu cinzel
Em dar-lhe muito mais do que o bastante
Pr`a que a ambos nos saiba a escrita a mel...





Maria João Brito de Sousa - 2.06.2016 - 10.25h

Comentários

  1. Respostas
    1. Obrigada, Rogério.

      É um poema do ano passado que penso nunca ter chegado a publicar aqui. Já que a produção tem escasseado nos últimos meses, aproveito para trazer até cá um ou outro soneto dos tempos em que ela era tão abundante que excedia as publicações do blog... o difícil é mesmo descobrir os que nunca cheguei a editar por aqui, embora calcule que sejam algumas dezenas...

      Forte abraço!

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