ESBOÇO EXPRESSIONISTA DA SERRA DE SINTRA

SINTRA.jpg


 


Ontem a serra estava tão bonita!


Da varanda onde estive, a pude ver


E por sobre ela uma pequena fita


Azul, como se enfeite de mulher,





Realçava-lhe a cor viva e bendita


Que de verde a cobriu, logo ao nascer


E, mantendo-se viva, lhe credita


A justa fama de a mais bela ser.





Mil vezes nesses verdes me perdi,


Mil vezes me encontrei nessa memória


Quando, em chegando a noite, não mais vi





No seu verde contorno, a sua glória;


Não a podendo ver, relato aqui


Aquilo que senti, mas nunca a história...








Maria João Brito de Sousa – 28.08.2017 – 10.36h

Comentários

  1. “Centralidades”

    Maravilha própria do ser
    Não suplanta a existência
    É bem difícil de entender
    Mas tenta tomar consciência

    Não ganhas forma a correr
    Prima tão só p’la insistência
    Um dia ela te irá surpreender
    Se nunca traíste a essência

    Faz uma pausa p’ra reflexão
    Investe na ancestralidade
    Vê a forma nunca terminada

    Do edifício em construção
    Flexível mas com centralidade
    Onde a energia é comandada.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Sim, tudo isso fui vendo,
      Embora veja bem mal,
      Porque os olhos vão doendo,
      Falho na visão global;

      Hoje, então, dói-me em crescendo;
      O esquerdo mal dá sinal,
      Só mostra que está sofrendo,
      Mais parece que um punhal

      Foi espetado na retina;
      Dói tanto que mal atina
      Com as teclas do Pc

      E esta triste, triste sina,
      Com a escrita não combina
      Porque, às letras, nem as vê.

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Hoje acordei mesmo assim, com o olho esquerdo a doer-me como se me tivessem espetado uma agulha na retina. Estou a utilizar a lupa para lhe conseguir responder , mas... mesmo assim, o esforço é enorme.

      Abraço grande!

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