O CONVITE II

CONVITE PARA JANTAR.jpg


 


(Soneto de métrica imperfeita/irregular)





Porque chegaste desequilibrado,


Porque partiste sem te equilibrar


E, tropeçando em teu passo apressado,


Me convidaste sem me convidar?





Porque me deste um beijo descuidado,


Porque me amaste sem nunca me amar,


Porque deixaste este cheirinho a fado


E bossa-nova, quase a combinar?





Se foi convite, chegou-me atrasado,


Se foi adeus, esqueceu-se de acenar


E foi-se embora quase envergonhado





Para não ter de ouvir-me perguntar;


Como é que pode alguém, sem ter voltado,


Dar-me esta sensação de por cá estar?


 





Maria João Brito de Sousa – 19.08.2017 – 08.31h


 


 

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