UM MOSQUITO NO COPO DO LEITE II (Em setenta e sete palavras)
UM MOSQUITO NO COPO DO LEITE II
*
Olho o copo de leite que aquecera
E emito logo involuntário grito,
Porquanto, nesse copo, acontecera
Boiar um desgraçado dum mosquito!
*
Sem saber por que raio se metera
Esse insecto no leite que ora fito,
Penso: - Quando mosquito assim se esmera,
Fica qualquer humano apoucadito!
*
Em leite, nunca nado... e sou mulher!
Como pode um flebótomo fazer
Tamanha veleidade, ousar assim?
*
Talvez tenha pousado pra beber
E mergulhado sem se aperceber
Que o leite desse copo era pra mim.
*
Maria João Brito de Sousa – 06.08.2017 – 13.10h
Imagem retirada do Google
“Telheiros”
ResponderEliminarO instante permanente
Induz uma nova sensação
Parece que estás dormente
Só estás noutra dimensão
Procuras aí uma semente
Dos seres que um dia serão
Os substitutos da gente
Mas com pouca imaginação.
Não te perturbe o telheiro
Que a telha já lá estava
E o pensamento fluiu
Chegou todo sorrateiro
Quando a mente se fechava
E logo a mente se abriu.
- Foi de férias..., pensei eu
EliminarAo notar a sua ausência.
Confesso, quase me deu
Pr`a mandar correspondência,
Porém... hoje apareceu;
Gostei da sua aparência
E esta resposta nasceu
Com alguma coerência...
De telhas me vem falar
E eu nelas vou procurar
A metáfora escondida;
Será que nalgum lugar
Posso algumas encontrar
Pr`ós telheiros desta vida?
Maria João
Bom dia, Poeta! Pensei que pudesse estar de férias com a família...
Aqui vai, com o abraço grande de sempre!