GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE - SILÊNCIOS
O SILÊNCIO FALA E GRITA
Por vezes o silêncio fala e grita
De modo tão intenso tão feroz
Que quando ele aparece e nos visita
Faz-nos acreditar que ganha voz
Disfarça-se a rigor qual parasita
E expressa-se de modo tão atroz
Que entre seus brados sente-se a desdita
Cingir-nos e tomar conta de nós
Porém se a madrugada esparge luz
Logo o silêncio foge e se conduz
À plena fantasia dos sentidos
Surge então do silêncio a quietude
Que se quer nos proteja ampare e escude
Em momentos pra nós mais doloridos
MEA
10/09/2017
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EM SILÊNCIO
“Às vezes o silêncio fala e grita”
Tornando-se um tirano prepotente
Mas, noutras, surge harmónico e suscita
Uma viagem nova ao que se sente.
“Disfarça-se a rigor qual parasita”,
Ou despe-se de véus e, de repente,
Ouvimos, dessa voz que nos habita,
Aquilo que, no fundo, nos faz gente.
“Porém se a madrugada esparge luz”,
Ocorre outro silêncio; o que traduz
A esp`rança do nascer de um novo dia.
“Surge então do silêncio a quietude”
E, em silêncio, se atinge a plenitude,
Ou se morre, num espasmo de agonia...
Maria João Brito de Sousa – 11.09.2017 – 13.36h
Que posso eu dizer
ResponderEliminarda sabedoria aqui escrita
e das cousas do verbo ser ?
Uma feliz noite agradável
Beijinhos
Bom dia, Anjo!
EliminarObrigada e desculpa-me por te não ter respondido mais cedo, mas quando o Sol começa a pôr-se, os meus olhos já estão tão cansados que prefiro não os esforçar muito. Se os esforço demais, as dores de cabeça tornam-se insuportáveis.
Beijinhos e um dia feliz!
“Processos de fusão”
ResponderEliminarComo falará um coração
Cuja cara está ausente
Ou será só uma maldição
Deste que é tempo presente
Não seja essa a condição
P’ra banir nenhum da gente
Mesmo sem cara é irmão
Se tem coração que sente
Lutemos pela inclusão
Mesmo do mais descrente
Abraçando a todo o mal
Num processo de fusão
Entre tudo o que é diferente
Com tudo o que é desigual.
Prof Eta
Não será sem hesitar,
EliminarNem sem longa reflexão,
Que eu possa um mal abraçar
Sem saber se sim, se não...
Mas para o mundo avançar,
Terá de haver convulsão
E não vou vê-lo estagnar,
Nem lhe impeço essa fusão;
Fundem-se as nuvens no ar
E logo se ouve o trovão
Longamente ribombar...
Neste mundo, nada é vão,
Tudo roda sem parar
Qual cone de um furacão.
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de sempre!