O VIGÉSIMO SEXTO DIA
(Soneto em verso hendecassilábico)
Lá vou escada abaixo, coração nas mãos,
De asinhas nos pés contra os impossíveis
Porque sempre incertos e sempre insensíveis
São os meus desígnios tantas vezes vãos...
Quantos mais o fazem? Quantos cidadãos
Passarão, por mês, horas tão temíveis
Que, para os demais, nem sequer são criveis
Mesmo quando dizem serem seus irmãos?
Se hoje, aos vinte e seis, não chegar... não chega!
Tudo se me esfuma, tudo se me nega
Nas voltas da dança que me coube em vida
Por isso vos digo que se a norma “pega”
Terei de aceitá-la, mas vou ver-me “grega”
Pr`a manter-me viva e de fronte erguida.
Maria João Brito de Sousa -26.09.2017 – 19.57h
Nota – Escrito à pressa e à revelia da musa, entre as duas primeiras idas à caixa do correio.
Pode conter erros ortográficos, métricos e até sintáticos.
“Produtos”
ResponderEliminarÉ na própria sociedade
Que reside tod’a loucura
Ocultando a sanidade
É o louco que perdura
E o que dizer da maldade
Que p’ra tod’o sempre dura
Subornando a verdade
Tornando a mentira pura
Sendo então o cidadão
O detentor por direito
Do produto da sua acção
Devia rejeitar o defeito
Mesmo feito por sua mão
Que o não deixa satisfeito.
Sim, o mundo está pejado
EliminarDe loucos e de inter`sseiros
Que o tornam disparatado
E crivado de atoleiros,
Mas há sempre um obstinado
Nos seus infindos carreiros
Que, nel` pondo o seu cuidado,
Não se alia aos mais matreiros
E produz... seu resultado
Serão bons e verdadeiros
Passos mil, por passo dado;
Estará sempre entre os primeiros
E outros irão a seu lado;
Produtores e caminheiros.
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de sempre !
Com tanto poetar
ResponderEliminarque mais desejar ?
Uma boa e feliz noite de Luar
Bom dia, Anjo!
EliminarTem sido pouco, este meu poetar, infelizmente...
Um muito feliz dia para ti