A MEDALHA E O DIPLOMA - TÍTULO HONORÍFICO

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Comentários

  1. “Barba e poesia”

    Isto é um piano de cauda
    Sem cauda não existiria
    Sua música não defrauda
    Se faço a barba à poesia

    Existe até quem aplauda
    Se a música não se ouvia
    Assim a música se frauda
    Pois a barba não podia

    Barbeado com todo o jeito
    P’lo barbeiro de Sevilha
    Sente-se a música no peito

    Enquanto a tecla dedilha
    Fica um barbeado perfeito
    Corre a lâmina na patilha.

    Prof Eta

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    1. No meu poema

      Piano de cauda, não tenho...
      Lá por não saber tocar,
      Jamais um piano desdenho;
      Posso sonhá-lo ao teclar

      Enquanto faço o desenho
      Das letras, pr`a poetar...
      Por mais que pareça estranho,
      Componho e oiço-as vibrar.

      Mas... barbear a poesia,
      Nunca, nunca me ocorreu...
      Cada poema varia

      Segundo o que concebeu
      E se lhe oiço a melodia,
      Barbas nunca vi, no meu...

      Maria João

      Cá vai com o abraço de todos os dias, Poeta!

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  2. Respostas
    1. Obrigada, Poeta!

      Estas são as imagens possíveis, para já. Foram tiradas por mim, já em casa, mas vou pedir ao Rogério Pereira que me autorize a publicar a fotografia que ele me tirou -, no momento da recepção da medalha - publicada no coversaavinagrada.blogspot.com- e em breve a dra. Cláudia Pereira me enviará outra, tirada por ela no final da cerimónia.
      Peço desculpa pela lentidão, mas a minha saúde agravou-se e estou há vários dias sem elevador, o que tem complicado muito a minha vida e amplificado muitíssimo as dores físicas.

      Abraço grande!

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  3. “Busca incessante”

    É necessário ficar louco
    Para não enlouquecer
    Pode ser apenas um pouco
    Mas muito pode parecer

    Fazer orelhas de mouco
    Ao qu’o mundo possa dizer
    Gritar até ficar rouco
    Mas sem ninguém perceber

    Pedir desculpa a ninguém
    P’la loucura da humanidade
    Fixar o olhar vazio no além

    Sem qualquer ansiedade
    Se o mundo oferece desdém
    Mostrar ao mundo a verdade.

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    Respostas
    1. Mostrar ao mundo a verdade,
      Tal como fez Galileu,
      Exige força e vontade...
      Já as vou perdendo eu

      E nem tenho a veleidade
      De renovar Prometeu
      Devido à provecta idade
      E à doença, que cresceu...

      Desculpar-me por não ver,
      Ou por mal poder escrever?
      Não vejo razões pr`a tal,

      Nem sequer razões pr`a qu`rer
      Um pouco louca par`cer;
      Vendo saúde mental!

      Maria João


      Cá vai, Poeta, o meu sonetilho "martelado", porque a "fase de pousio" está para durar.... abraço grande!

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