UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
“Barba e poesia”
ResponderEliminarIsto é um piano de cauda
Sem cauda não existiria
Sua música não defrauda
Se faço a barba à poesia
Existe até quem aplauda
Se a música não se ouvia
Assim a música se frauda
Pois a barba não podia
Barbeado com todo o jeito
P’lo barbeiro de Sevilha
Sente-se a música no peito
Enquanto a tecla dedilha
Fica um barbeado perfeito
Corre a lâmina na patilha.
Prof Eta
No meu poema
EliminarPiano de cauda, não tenho...
Lá por não saber tocar,
Jamais um piano desdenho;
Posso sonhá-lo ao teclar
Enquanto faço o desenho
Das letras, pr`a poetar...
Por mais que pareça estranho,
Componho e oiço-as vibrar.
Mas... barbear a poesia,
Nunca, nunca me ocorreu...
Cada poema varia
Segundo o que concebeu
E se lhe oiço a melodia,
Barbas nunca vi, no meu...
Maria João
Cá vai com o abraço de todos os dias, Poeta!
Lindos galardões, parabéns.
ResponderEliminarObrigada, Poeta!
EliminarEstas são as imagens possíveis, para já. Foram tiradas por mim, já em casa, mas vou pedir ao Rogério Pereira que me autorize a publicar a fotografia que ele me tirou -, no momento da recepção da medalha - publicada no coversaavinagrada.blogspot.com- e em breve a dra. Cláudia Pereira me enviará outra, tirada por ela no final da cerimónia.
Peço desculpa pela lentidão, mas a minha saúde agravou-se e estou há vários dias sem elevador, o que tem complicado muito a minha vida e amplificado muitíssimo as dores físicas.
Abraço grande!
“Busca incessante”
ResponderEliminarÉ necessário ficar louco
Para não enlouquecer
Pode ser apenas um pouco
Mas muito pode parecer
Fazer orelhas de mouco
Ao qu’o mundo possa dizer
Gritar até ficar rouco
Mas sem ninguém perceber
Pedir desculpa a ninguém
P’la loucura da humanidade
Fixar o olhar vazio no além
Sem qualquer ansiedade
Se o mundo oferece desdém
Mostrar ao mundo a verdade.
Mostrar ao mundo a verdade,
EliminarTal como fez Galileu,
Exige força e vontade...
Já as vou perdendo eu
E nem tenho a veleidade
De renovar Prometeu
Devido à provecta idade
E à doença, que cresceu...
Desculpar-me por não ver,
Ou por mal poder escrever?
Não vejo razões pr`a tal,
Nem sequer razões pr`a qu`rer
Um pouco louca par`cer;
Vendo saúde mental!
Maria João
Cá vai, Poeta, o meu sonetilho "martelado", porque a "fase de pousio" está para durar.... abraço grande!