RESPONDENDO A UM SONETO DE ALBERTINO GALVÃO, QUE CONVERSAVA COM UM SONETO DE MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE, QUE, POR SUA VEZ, DIALOGAVA COM UM SONETO DE JOAQUIM SUSTELO

CONVERSAS.jpg


 


(Soneto em verso hendecassilábico e rima intercalada)


 


 


 



Já estás perdoado, mas sempre te digo


Que amante ou amigo não deixo de lado;


Cometes pecado? Prometo castigo,


Mas esqueço e prossigo... já estás perdoado!





Só peço cuidado, de resto... nem ligo


E apenas consigo dar-te outro recado,


Este, mais pensado, pr`a nunca haver pr`igo


De, estando eu contigo, ser logo olvidado;





Sou, tal como tu, tenho veias com sangue


E se fico exangue partirei de vez...


Depois, não me vês, nem me afagas no mangue,





Pois carne sem sangue nunca aceita arnês,


Tem os seus porquês e tão pronto se zangue,


Esconde-se no mangue, perde a languidez...








Maria João Brito de Sousa -30.10.2017 – 11.35h


 


 

Comentários

  1. Lindo grito MJ
    que a submissão
    não será apanágio do Coração...



    Boa e feliz noite
    que a lua cheia vai pró mar
    no silêncio de encantar...

    Beijinhos de aqui

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    1. Boa noite e bom descanso para ti, Anjo!

      Beijinhos daqui, deste meu fim de Tejo!

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  2. “Inteligência artificial”

    Escravo de máquinas sou
    De robots também serei
    Já que me sinto robot
    Com estes conviverei

    Sua inteligência sobejou
    Da artificial eu bem sei
    Assim nunca mais faltou
    Não sou burro pois comprei

    Mais fácil ser inteligente
    Quando a estiverem a saldar
    Nos saldos do fim de estação

    Ainda hei-de ver muita gente
    Quando a inteligência esgotar
    Que de burros não passarão.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. INSTRUMENTOS FUNCIONAIS

      Engendramos maquinetas
      E é assim que evoluímos...
      Até mesmo nós, poetas
      Das maquinetas fruímos!

      Já não lhes faço caretas;
      Delas pais e nunca primos,
      Escravizamo-las com tretas,
      Mas jamais delas nos rimos...

      São inteligentes, elas?
      Coitadas, têm mazelas,
      Tal como nós, de desgaste...

      Já nem tenho medo delas;
      Olho-as e mal posso vê-las,
      Não tenho visão que baste...

      Maria João


      Bom dia, Poeta! Cá vai, meio mal atamancado, o meu sonetilho-resposta. Abraço grande!

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