PORQUE O CÉU NÃO TEM LIMITES...

(Soneto em decassílabo heróico)
O céu não tem limites, nem fronteiras
E, tanto quanto sei, nem tecto tem,
Mas nem por isso é pobre e verdadeiras
Serão sempre as estrelas, mais além,
Brilhando como tiaras ou pulseiras
Nas frontes e nos pulsos de ninguém,
Pulsando até às vistas derradeiras,
Iluminando tudo e mais alguém...
No céu, hás-de ver estrelas que estão extintas
E nunca as que estão hoje a começar,
Portanto, mundo meu, nunca me mintas;
Não passarei de um raio de luar,
Mas sei avaliar coisas distintas
E tenho estrelas pr`a me iluminar!
Maria João Brito de Sousa – 16.11.2017 – 16.05h
“Meditação instantânea”
ResponderEliminarMeu futuro é o passado
Estou bem aonde estou
Por muito ter meditado
É que não sei onde vou
Vou daqui a nenhum lado
Mas o pensar disparou
Não penso estar parado
Pois algo me alcançou
Foi o verso a caminhar
À deriva pelo universo
Fazendo o poema esperar
Tornado o poema disperso
Tenho a certeza de chegar
Mas desconheço o processo.
Meditação II
EliminarMeu passado... já passou,
Futuro, não sei se tenho,
Mas sou aquilo que sou
E, de mim, nunca desdenho,
Porque algo de mim ficou,
À força de tanto empenho
E até de quem me ajudou
Num mundo louco e tão estranho...
Hoje, apoio-me em bengala,
Tenho o corpo castigado
E, por vezes, perco a fala,
Mas é sempre abençoado
O poema que me embala
E vem sentar-se a meu lado...
Maria João
Boa noite, Poeta! Fico contente por vê-lo a poetar de novo!
Obrigada e o abraço de sempre!
Bonito firmamento
ResponderEliminarque assim cantado
mais será um fado trauteado...
Boa e feliz noite aconchegada
e Beijinhos de aqui
Uma feliz e repousada noite para ti, Anjo!
EliminarBeijinhos