BOM ANO, BOM ANO!

BOM ANO, BOM ANO!
*
Bom ano, bom ano!, por tudo e por nada,
sorrindo encantada desejo um bom ano,
melhor, mais humano porque desvendada
a rota enganada do meu desengano...
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Bom ano, bom ano! Que o seja à chegada
da noite marcada por todo este plano
que sempre é sob`rano e, nos mapas traçada,
vem bem orquestrada por mão de tirano...
*
Bom ano pr`a vós e também para mim!
Que belo festim, o dos dias por vir,
noites pr`a dormir e manhãs sem ter fim...
*
Será mesmo assim, ou terei de admitir,
que o quero é sentir e só digo que sim
pra “noutro latim” não ter de o desmentir?
*
Maria João Brito de Sousa- 30.12.2017 – 12.23h
(Soneto em verso hendecassilábico e rima encadeada)
NOTA - O bom ano que vos desejo é do fundo do coração!!! Este soneto é que é para ser lido e pensado em termos mais latos. Peço desculpa por vos tentar fazer pensar um pouco mais profundamente, numa data tão festiva...
Feliz 2018!
ResponderEliminarAgradeço e retribuo os votos de um feliz 2018, amigo Sérgio Ambrósio.
EliminarQue tenha excelentes entradas.
Bom Ano Novo
ResponderEliminarque 2018 seja melhor que este
que eu também espero
na esperança já tão cansada
enfim...
Beijinhos
feliz noite e fim de ano com boa saúde
Que 2018 te traga muita saúde e paz, Anjo.
EliminarObrigada, um beijinho e... boas entradas!
Boa e feliz noite aconchegada
EliminarBoa e serena noite para ti também, Anjo.
Eliminar“Magia da poesia”
ResponderEliminarNoutras eras deste mundo
Quando ainda havia magia
Dele também era oriundo
Todo um mundo de poesia
Depois a magia esfumou
E a poesia sem pretensão
Dentro dela resguardou
Magia do mundo de então
E mais tarde presenteou
Menino que pensava ser mago
Ao abrir-lhe caminho um dia
Pois foi quando lhe mostrou
Com o carinho dum afago
Tudo o que o mundo escondia.
Corre ainda essa magia
EliminarPelas veias deste mundo,
Ora cheia, ora vazia
Da alegria que lhe infundo
E enquanto houver poesia,
Não há-de ir-me a Barca ao fundo,
Que eu depressa a abrigadria
Num porto menos profundo
Aguardando uma acalmia
Nas águas do meu Dafundo...
Quem por lá me encontraria
Se nas águas me confundo
Com qualquer vaga tardia
Do meu Tejo vagabundo?
Maria João
Bom ano, Poeta, bom ano, que eu estou de saída, embora tão cheia de sono que muito duvido que chegue acordada ao momento da passagem do ano velho para o ano novo...
Aqui fica o meu derradeiro abraço de 2017! Muitas felicidades para 2018!
Bom e feliz 2018 em alegria e saúde
ResponderEliminardesejo eu
também uma tarde aconchegada...
Beijinhos e uma Semana ao jeito
Um muito bom 2018 para ti, Anjo!
EliminarNão estive em casa nestes últimos dias e, efectivamente, adormeci bem antes da meia noite, mas... fui acordada um pouco antes da hora e pude assistir ao espectáculo dos fogos de artifício ao vivo, dada a privilegiada localização da casa do casal amigo que me veio buscar para cear.
Vi tudo, de Lisboa a Cascais!
Formulo igualmente Votos de um Bom 2018. Com Saúde e Paz!
ResponderEliminarNão "poeto" sobre o tema, mas anexo sobre "cenas" recentes.
http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cenas-raras-rarissimas-155298
Obrigada, amigo Francisco!
EliminarPrometo visitá-lo ainda hoje.
Forte abraço,
Maria João
“Solidões”
ResponderEliminarEu te aviso meu irmão
Que o amor é importante
Não me roubes a solidão
Se pensas ficar distante
Sinto bem a tua aflição
Nessa indefinição oscilante
Tua ausência é contradição
Tua presença insignificante
Não respeita a intenção
De cultivar a verdade
Duma solidão preservada
Pois não existe coração
Que ofereça solidariedade
Se na alma não traz nada.
Isto é que produção poética!
EliminarMinha amada solidão,
Eu, sem ti, nada produzo
A não ser algum "chavão"
Já gasto por excesso de uso...
Tenho, ainda, a pretensão
(e perdoai-me se abuso...)
De escapar-me à confusão
Pr`a não sentir-me um recluso
Desta imensa convulsão;
Poeta de roca e fuso,
Teço o fio com devoção;
Sempre que posso, recuso
A moda da reclusão
Deste paradigma abstruso...
Mª João
Outro abraço grande, Poeta!
“Desumanidade”
ResponderEliminarFilósofos em extinção
Deixaram-nos a filosofia
Os poetas onde estão
Apesar de tanta poesia
Já não existe revolução
Onde outrora existia
Não é importante o pão
E menos quem o comia
Para onde vai a intenção?
Parte em busca da verdade
Sabendo que nunca existiu
E porquê a interrogação
Em torno da humanidade
Se esta já se extinguiu.
SONETILHO DE CODA
EliminarTemos o mundo na mão
E o mundo tem-nos a nós
Nesta nossa condição
De humanos bichos com voz,
Mas "smartphone" não tenho, não,
Porque esse artefacto atroz
Causa imensa confusão
E pode tornar-se algoz
Desta minha "inspiração"...
Eu, escrever, só escrevo a sós
Em profunda solidão...
Qual rio que corra pr`a foz
Tomo a mesma decisão
Que tomaram meus avós
Sem qualquer "aplicação"...
Mª João
Bom dia e bom ano de 2018, Poeta!
Aqui vai o meu primeiro e meio enviezado sonetilho de 2018, bem como o meu primeiro abraço poético do novo ano.
Peço desculpa, Poeta, mas o meu segundo sonetilho deste novo ano foi literalmente "engolido" pelo que suponho ter sido uma falha na ligação... não sei como foi substituído pelo primeiro, mas não tinha nada a ver com ele, garanto. Vou tentar reproduzi-lo, mas sei que não vou conseguir... enfim...
EliminarSEGUNDO SONETILHO/RESPOSTA DE 2018
Lamento contrariá-lo
Mas... não está extinta de vez
E começo a demonstrá-lo
Ou a tentá-lo, talvez;
Muda-se o mundo? Deixá-lo!
Muda o ano, o dia, o mês...
Tudo muda, há que aceitá-lo;
Só lamento a rapidez
Que mal dá pr`a registá-lo;
Salta Pedro e corre Inês
Mais do que qualquer cavalo...
Já vão longe e já não vês
Rasto do seu suave embalo,
Nem razões pr`ós seus porquês...
Mª João
Cá vai, com outro abraço, esperando que não "fuja"...
“App do amor”
ResponderEliminarTenho uma app do amor
E tenho outra da união
Procura-se investidor
P’ra ter o mundo na mão
Não antevejo dissabor
Só negócio em ascensão
Como bom empreendedor
De smartphone na mão
E ninguém pode dizer não
À conspurcada realidade
Pois é a realidade actual
App do amor sem emoção
Reveladora da modernidade
Esta modernidade fatal.
Prof Eta
SONETILHO DE CODA
EliminarTemos o mundo na mão
E o mundo tem-nos a nós
Nesta nossa condição
De humanos bichos com voz,
Mas "smartphone" não tenho, não,
Porque esse artefacto atroz
Causa imensa confusão
E pode tornar-se algoz
Desta minha "inspiração"...
Eu, escrever, só escrevo a sós
Em profunda solidão...
Qual rio que corra pr`a foz
Tomo a mesma decisão
Que tomaram meus avós
Sem qualquer "aplicação"...
Mª João
Bom dia e bom ano de 2018, Poeta!
Aqui vai o meu primeiro e meio enviezado sonetilho de 2018, bem como o meu primeiro abraço poético do novo ano.