PALAVRAS

PALAVRAS
Eu gosto de palavras que se enlaçam
Em frases simples, ou versos floridos,
Desde que, entrelaçadas, satisfaçam
Os ritmos que lhes sejam requeridos,
Quer nuas e selvagens quando passam,
Quer com mantos opacos por vestidos,
Que nas voltas que dêem, se se abraçam,
Falem tanto à razão quanto aos sentidos.
Colho-as ao fim da tarde, ou bem cedinho,
Conforme o propicie o descaminho
Por onde me conduzam tempo e espaço
E a elas me confio enquanto possa
Lembrar que, quando fui menina e moça,
Quase ousei desistir das que hoje abraço.
Maria João Brito de Sousa – 18.01.2018 -18.12h
Beleza de Poetice
ResponderEliminarnas suas sílabas de sentido e concreta
Bom e feliz fim de Semana
deixo eu de aqui dos Calhaus com Sol
Beijinhos
Obrigada, Anjo.
EliminarSabes, segundo a minha perspectiva - que vale o que vale qualquer outra...- é bem possível que as palavras, conforme agora as conhecemos e trabalhamos literariamente, venham a ser, dentro de décadas, tesouros quase em vias de extinção...
Talvez um dia venha a poetar um pouco mais sobre este assunto. que, conforme te disse, apenas exprime uma pouco mais do que embriónica opinião pessoal.
Agora estou a meia-haste com uma dupla infecção e não sou boa companhia... nem para mim mesma.
Beijinhos e que tenhas um feliz e ensolarado final de tarde
Não sejas assim
Eliminarquem sabe sabe
e é bom ser como tu, sem fim...
Beijinhos de aqui dos Calhaus
e aconchegada noite
Bom dia, Anjo.
EliminarSe eu não for assim, deixo de pensar e o pensamento, a reflexão e a análise, sempre foram as minhas maiores riquezas. Gosto de ser como sou, não gosto é de estar nas péssimas condições económicas e de saúde em que estou...
Desculpa não te ter respondido ainda ontem, mas ... à noite já estou com os olhos muito cansados, raramente me atrevo a teclar, sob pena de escrever gralha após gralha...
Como não tenho televisão -a "box" da TDT deixou de funcionar - , ligo para uma série qualquer da televisão pública e vou fazendo de conta que a tenho.
Que tenhas um dia muito feliz, Anjo.
O arquinho e balão do presidente
Eliminarmais a mafiose vigente deste Governo
é no que dá, e ao Deus dará é o que é...
Possivelmente
pensar em adquirir um novo Portátil
é chatice
que aqui o meu anda assim e prós assados
que também 8 anos passados
os miolos andam meio fritados Hé hé hé
Deixo o desejo de uma boa e feliz noite
aconchegada
Beijinhos de aqui
que a TDT anda gorda de Filhinhos
muitos
que até o arraial se houve por aqui
mas não por falta de Pão...
Anjo, desculpa-me este atraso todo, mas não estive em casa ontem e, hoje, voltarei a estar, daqui a pouco, com o mesmo casal amigo que me veio buscar.
EliminarParece-me que este computador ainda está em bom estado, eu é que não sou a mais hábil das condutpras de teclas e botõezinhos, rsrsrs...
Quanto à caixinha de TDT, a minha "faleceu" mesmo, coitada.
Que tenhas um Domingo muito feliz e que as malvadas das gripes não queiram nada contigo, nem com os teus.
Beijinhos
Tu que bem me falas em Palavras,
ResponderEliminaras minhas, mesmo se avinagradas
sabor gourmet ou não
Falam tanto aos sentidos quanto à razão
Sim, eu sei, Rogério, por isso tas leio diariamente e te deixo, quase sempre, algumas das minhas na caixa de comentários.
EliminarMas hoje estou mais para reflexões, apesar da febrícula, da tosse, do entupimento nasal.
Abraço
PS - Vou aí voltar porque hoje te li apressadamente, antes de ir para o laboratório.
ResponderEliminarCara amiga,
Suas palavras me reproduzem sonhos e saudades.
Com palavras fazemos versos e com eles vivemos.
Adílio Belmonte,
Belém - Pará - Brasil
SÓ PALAVRAS
Digo-te estas palavras de emoção
E o faço talvez só por muito amor,
Pois te falo ainda pelo coração
Robusto de saudade e muita dor.
Lembro-me de façanhas e de sonhos
Que produzimos juntos e felizes,
Hoje, porém, sofridos e tristonhos,
Buscamos do amor somente raízes.
Por todos esses verbos e meus versos
Sobre os nossos encantos e enganos,
Chegamos aos limites da tristeza.
E aqui busco vocábulos diversos
Para saudar os erros desses anos
De amor vivido nessa incerteza.
Não sou "tristonha", não. Se sou sofrida,
EliminarSou-o por causa adversa e bem real,
Por estar doente e não por ter, da vida,
Uma visão rosada, ornamental,
Que extrapolasse em tela colorida
Pr`a transformá-la em coisa sem rival...
É realista,embora distorcida,
Esta minha visão, mais racional.
Projectos, muitos tive. Amor, um só,
E de mim mesma nunca tenho dó,
Nem morro de saudades do passado;
Se ao poema me dou de corpo e alma,
Sempre anseio por quem me leve a palma
E bem melhor do que eu cante este fado.
Maria João Brito de Sousa
Bom dia, poeta amigo Adílio Belmonte.
Desta vez ocorreu-me um sonetito, após a leitura daquele com que teve a gentileza de brindar a minha caixa de comentários.
Fico-lhe grata , embora lamente que os meus sonetos lhe inspirem tanta melancolia, mas cada poeta vive a poesia à sua maneira, é bem verdade.
Envio-lhe o meu fraterno abraço e desejo-lhe a continuação de um muito inspirado dia.