O MEU GASTO TAPETE DE BEIRIZ

Tapete de Beiriz.jpg


 


 


Aposto a minha vida, a minha morte


E até a lira desta minha musa


Na vontade do Homem que recusa


Obedecer calado à própria sorte.





No que ergue a bujarrona e ruma a Norte,


Faz frente à tempestade, arrisca, abusa,


E, quando injustiçado, investe, acusa,


Aposto. Aposto sempre. Aposto forte.





Mas no pavão, no falso e capcioso,


No que protesta só pra ter o gozo


De se ouvir tanto mais quão menos diz,





Nesse tolo fanático e vaidoso


Não aposto uma linha das que coso


No meu gasto tapete de Beiriz!








Maria João Brito de Sousa – 29.03.2018 – 14.46h


 

Comentários

  1. Êlááááá´
    Poética tapeçaria
    desconhecia, hé hé hé brinco
    no desejo de uma noite agasalhada...

    Beijinhos de aqui

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    1. Entre os mil e um ofícios que vou inventando para mim mesma, está também o de tecelã de palavras, Anjo ...

      Beijinhos , obrigada e que tenhas uma noite aconchegada

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  2. Tenho um tapete... belga
    acho que tenho que mudar

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    1. Confesso-te, Rogério, que não tenho nenhum tapete de Beiriz, embora tenha pena porque estão entre os mais resistentes e belos do mundo.

      Penso que no escritório do meu avô havia um, mas não te posso garantir que fosse mesmo de Beiriz, embora fosse lindíssimo.

      Aqui, pedi um emprestado para a ilustração e para a chave de ouro do meu soneto...

      Forte abraço

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  3. Bom fim de Semana
    e cuidado com as doçuras em excesso

    Beijinhos de aqui

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    1. Bom dia para ti, Anjo! Não vou ter hipótese de comer doçuras nenhumas... tem tu cuidado com o excesso de... amêndoas

      Beijinhos

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