OS NÓS DOS FIOS

Desata-me esses nós ou fico presa
a rictos tão banais quanto vazios,
eu, cuja verdadeira natureza
é a da Terra quando pare os rios,
Ou em vulcões vomita lava acesa
gerando ardências nos locais mais frios...
Aqui me encolho à escala da grandeza
na pequenez de humanos desvarios,
Mas se do que te afirmo saio ilesa,
ou me descrês capaz de tais desvios,
lembro-te tudo quanto sirvo à mesa
Nos frutos mais precoces ou tardios
dos versos de quem nunca te despreza
e há muito desenreda os nós dos fios...
Maria João Brito de Sousa
20.03.2018 – 17.09h
“Alienados”
ResponderEliminarDizem pertencer à poesia
Nobre dia em particular
Ela própria não sabia
Mas veio comemorar
Há muito ninguém a via
Alguns vieram espreitar
Mas acontece à maioria
O desígnio de a ignorar
O poema por seu lado
Tudo parece suportar
Mantem firme a intenção
Mesmo sendo ignorado
Aguarda sem se cansar
Que passe a alienação.
EliminarBem merece, a Poesia,
Ter um dia assinalado
Pois é chama que alumia
Mesmo o mais alienado!
Abro-lhe a casa vazia,
Peço que entre com cuidado
E que faça serventia
Do que possa ser usado...
O poema irá nascer,
Quer o possam, ou não, ver,
Quer faça falta, quer não,
Porque assim terá de ser
E o resto, quer-me par`cer,
É questão de opinião...
Maria João
Boa tarde, Poeta! FELIZ DIA MUNDIAL DA POESIA e o abraço grande de sempre!
Temos inspiração por aqui
ResponderEliminarque assim sendo viva a alegria
de mais um dia
de Sol
que apareceu por aqui nos Calhaus
Bom e feliz dia MJ
beijinhos
Bom dia, Anjo!
EliminarPor aqui, o Sol já sorri abertamente, mas eu estou numa pressa a preparar-me para mais uma consulta...
Beijinhos
Bom e feliz fim de Semana
ResponderEliminaraconchegado desejo eu
que caiem dos Céus "garrafões"
que se fossem de Vinho
alegrava muitos e muitos Corações
Beijinhos de aqui e muita saude
Bom fim-de-semana também para ti, Anjo. Por aqui, a chuva abrandou, mas está um nevoeirozinho frio e muito incómodo...
EliminarBeijinhos