ASSIM QUE ME (IN)CONCLUO

Num segundo construo e desconstruo,
noutro, revejo a coisa construída
à custa de um suor que já nem suo,
de mim, se por mim mesma fui seguida.
Às tantas... quem sou eu, se apenas fluo?
O que resta de mim se diluída
nas palavras que penso, exalto, intuo,
sou mais de ideias feita que de vida?
Cobre-me o corpo inteiro a voz que estuo
e é esta mesma voz, de que usufruo,
que urge a tentar colar-me, se partida,
Que, caco a caco, vem manter-me unida,
que me chama criança quando amuo
e me renova, assim que me (in)concluo.
Maria João Brito de Sousa – 10.04.2018 – 15.30h
Prazer de ser
ResponderEliminare também o meu de ler
Boa e feliz noite aconchegada
Beijinhos de aqui
Boa e sossegada noite para ti, Anjo.
EliminarObrigada e um beijinho
"Implodiremos"
ResponderEliminarTu que és a humanidade
Muda a tua atitude
Rejeita a insanidade
P’ra que a humanidade mude
Com guerra constróis a paz
Mas essa paz construída
Só alimenta quem faz
Da guerra o modo de vida
Não te darei a receita
Já que tal não me compete
Mas dar-te-ei uma conclusão
Se a humanidade não se respeita
Toda a gente compromete
E promove a sua implosão.
Por mim, já foi rejeitada,
EliminarMas convivo, dia a dia,
Com a parte alienada
Que dela me caberia
E se alguma foi poupada
Por ser lúcida e sadia,
Outra, desorientada,
Contribui para a razia.
Como contigo acontece,
Não posso ser porta-voz
De algo que me desconhece,
Mas pra bem de todos nós,
Se este alerta permanece
Sei que não estaremos sós.
Maria João
Bom dia,Poeta. Escrevo à pressa, pois estou de saída para mais duas consultas. Daqui até ao carro, uma longa "molha" me aguarda...
Abraço grande!
Bonito e com questões pertinentes,
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada, Chic`Ana.
EliminarSeja muito bem-vinda à casinha virtual que criei para o soneto
Beijinhos