UM FADO À MINHA PORTA

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UM FADO À MINHA PORTA





Quando um fado vier bater-me à porta


Não lhe peço respostas prá razão


Que faz da voz magoada em que se exorta


Mais do que simplesmente uma canção.





Se a sua silhueta se recorta


Na escada onde se apoia ao corrimão


E vislumbro a guitarra que transporta,


Abro-lhe a porta, não lha fecho, não.





Talvez, por uma tarde, conversemos


De coisas que ninguém tem de saber,


Talvez me contagie e então cantemos





Aquilo que em poema acontecer,


Ou talvez simplesmente ambos sonhemos


Até Morfeu chegar pra nos render.


 





Maria João Brito de Sousa – 06.04.2018 – 11.10h


 





NOTA – Na sequência do soneto “Há Algo no Fado”, da autoria de MEA.








 

Comentários

  1. Chego atrasado
    que uma boa desgarrada
    até me agrada...

    Beijinhos e um bom e feliz dia
    de aqui das Cegonhas que não migram

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    Respostas
    1. Bom dia, Anjo

      Chegas em boa hora. Tenho andado tão cansada que só agordei depois das oito. O Sol devia já ir alto, eu é que o não vi porque o céu voltou a vestir o casaco de Inverno...

      Bjinhos, daqui, onde estranhamente não têm vinso poisar gaivotas

      Eliminar
    2. há que agasalhar
      porque por aqui
      Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
      tá mesmo frio com a Neve ali nas arribas.

      Boa e feliz noite aconchegada
      Beijinhos

      Eliminar
    3. Pareço uma touxa de roupa, Anjo... mais, já não consigo vestir

      Noite feliz

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    4. Bom e feliz dia de aqui

      Beijinhos

      Eliminar
    5. Bom e feliz dia para ti também, Anjo!

      Bjinhos

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  2. "Navios e revoluções"

    Gabriel, donde surgiu ?
    O navio ? Ninguém sabe !
    Mas dissera quem o viu
    Mais parecia uma nave

    Com suas velas ao vento
    Surgira da fina espuma
    Foi a força do momento
    Que no-lo ofereceu em suma

    E é da força do artista
    Que nasce a revolução
    Ontem, hoje ou agora

    Pois mesmo qu’ele desista
    A ideia em contramão
    Verá chegar sua hora.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Venham, então, mais navios!
      Remadores, não faltarão
      E o mar de todos os rios
      Anseia a revolução

      Pois já todos os gentios
      Sobem à embarcação,
      Embora escorregadios
      Os passos da solução.

      Artista-trabalhador
      Vai ao leme e é remador
      Da barca em que enfrenta o mar

      E nunca houve Adamastor,
      Tempestade, frio, calor,
      Que não soubesse enfrentar!

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Bem-vindo a bordo deste chuvoso dia de Abril!

      Abraço grande!

      Eliminar

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