AMOR E DOR II

AMOR E DOR II
Amor e Dor, brincando se entre-chocam
E se enredam num fio que acaba em nó.
Até então, Amor vivera só
E, a Dor, lá nas lonjuras que se evocam.
Moram juntos agora e, mal se tocam,
Sentem um pelo outro um mesmo dó;
Amor, que era imortal, desfaz-se em pó
E a Dor sucumbe à dor que os nós provocam.
Nesta paradoxal (des)união,
Sente Amor, pela Dor, tal compaixão,
Que cega, pra não vê-la sucumbir
E a Dor, que vendo Amor, o julga são,
Mais se enreda nos nós, mais sem perdão
Se obriga a não deixar Amor partir.
Maria João Brito de Sousa – 13.05.2018 – 09.27h
Bom dia. Visitando e como sempre, ficando fascinado com a sua publicação. Simplesmente brilhante.
ResponderEliminar.
* Mulher = Ventre de Vida...( Poetizando) * (https://brincandocomaspalavrass.blogspot.pt/)
.
Votos de um domingo feliz
Muito obrigada pela leitura e pelas palavras de apreciação.
EliminarVotos de um bom Domingo.
Pó-de-amor?
ResponderEliminarTalvez a única forma de se eternizar o amor
mesmo que se espalhe um pouco
o que fica é tanto
(Não falo da dor, hoje proíbo-me a mim próprio)
Sê-lo-á, se essa foi a sua leitura, caro anónimo.
EliminarEu poderia escolher não falar de dor, mas não posso escolher não a sentir. Fisicamente, claro.
De qualquer forma este soneto fala da relação simbiótica entre amor e dor, não da minha dor física, embora ela possa ter funcionado como "leitmotiv" para o poema.
Cumprimentos poéticos.
"Cansado"
ResponderEliminarEstou cansado de ver
Então a ver continuarei
Estou cansado de olhar
Então a olhar continuarei
Estou cansdo de pensar
Então a pensar continuarei
Estou cansado de cansar
Então sim descansarei.
Zé da Ponte
Estou cansada de ter dores
Eliminar(ou serão as dores que me têm a mim?)
Boa tarde, Poeta! Abraço grande!
"Momentos eternos"
ResponderEliminarA eternidade é agora
Não esperes mais por ela
Quanto muito vai-te embora
Busca o que tem de bela
Quatro amigos improváveis
Funcionam na perfeição
São relações insondáveis
Que partem do coração
No bosque não havia mundo
Mas era o caminho eleito
E não noutra direcção
Não hesitaram um segundo
Mas tudo sairia perfeito
Sem que houvesse explicação.
MOMENTOS DE DOR
EliminarIr aonde, se mal posso
Dar um passo sem gemer
E uma fissura num osso,
Pelo menos, devo ter?
Fui ao fundo de algum poço
Por ser tonta e me esquecer
Que existe um enorme fosso
Entre o que posso fazer
E o que faço sem poder...
Estou sem me poder mexer
E, sem previsão de cura,
Tudo o que posso é escrever
Informar-me e aprender,
Enquanto esta dor me dura.
Maria João
Abraço grande, Poeta!
Marca MJ
ResponderEliminaré mesmo assim sem fim...
Bom e feliz dia e beijinhos de aqui
Obrigada, Anjo.
EliminarQue tenhas tu um bom dia, que os meus dias andam muito doridos e mal se podem levantar do chão.
Beijinhos