ÀS TRÊS PANCADAS - Ícaro revisitado no século XXI

ÀS TRÊS PANCADAS.jpg


 


ÀS TRÊS PANCADAS

*




Desafiou o espaço. Abriu as asas


E sentiu-se voar, voar, voar...


Olhou em derredor por sobre as casas


Buscando um galho, um ramo onde pousar

*




Queimava o sol, no alto, como brasas,


E o vento, que soprava a bom soprar,


Desvirtuou-lhe alturas, que viu rasas


Apesar do seu rumo se afastar

*




Cada vez mais e mais das tais ramadas


Sobre as quais (re)pousar, de asas fechadas,


E o quente sopro, que o alienava

*




Haver-lhe distorcido as coordenadas


Ao ponto de enviá-lo, às três pancadas,


Pra lonjuras das quais ninguém voltava

*




Maria João Brito de Sousa – 16.05.2018 – 13.03h











 

Comentários

  1. Lindo
    na imensa vontade de voar
    sem cair...

    Brinco nos desejos de uma feliz noite
    Beijinhos de aqui

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo

ESPANTO

A PEDIDO DE VÁRIAS FAMÍLIAS...