BEM-ME-VOAS, MAL-ME-VOAS

BEM-ME-VOAS.jpg


 


BEM-ME-VOAS, MAL-ME-VOAS


 


 


Que espécie de ave pensas que persigo?


Àquela que tu dizes perseguir


Não a vejo voar, mal a lobrigo


Na linha de horizonte, ou no porvir,


 


E, porque sou pardal, sempre te digo,


Se a tua crença assim mo permitir,


Que esse híbrido ideal, ao meu, mendigo


Desta imensa vontade a que me obrigo,


 


Nem morto o levarás a competir;


Multiplica-se, em vez de dividir,


Voa sem medo, dando a face ao p`rigo,


 


E canta, ora acordado, ora a dormir,


Sobre um mundo que nunca quis punir,


Já que nem quer saber o que é castigo!


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 03.05.2018 – 12.58h


 


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Não sei que ave sou
    Mas no meu voo
    divido
    o que multiplico

    Podes fazer um soneto sobre isso?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nem eu sei que ave eu própria poderia ser... gosto de me identificar com os pardais, por serem pequeninos e passarem desapercebidos no meio das aves mais belas, vistosas e exuberantes... de que ave te sentes mais próximo? Da tua gaivota?

      Bem sei que divides tudo o que multiplicas e, sim, tenho a certeza de já ter escrito muitos, muitos sonetos sobre isso. Exactamente isso.

      O soneto de hoje já está escrito e aguarda na fila de espera das publicações. Não tem a ver senão com pontos de vista, distorções, erros de paralaxe e maniqueísmo, mas depois procurarei um sobre produção, lucro e partilha. Envio-to assim que o encontrar ou mal me ocorra um novo sobre o mesmo tema.

      Abraço, Rogério!



      Eliminar
  2. Êláááá´´aáaaaa
    vistas novas
    sons de beiral
    cheira a alecrim e rosmaninho...

    Boa e feliz noite
    sossegada
    e um Beijinho de aqui também

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Boa e feliz noite para ti, Anjo, que a uma hora destas já nem sei se sou eu ou o João pestana quem está a escrever...

      Eliminar

Enviar um comentário